Notícias do Setor

turismo

“Turismo na próxima década: desafios e perspectivas” é o tema da 9ª Conferência Internacional de Turismo que vai decorrer pela primeira vez em Portugal, de 26 a 29 de Junho.

As cidades de Braga e do Porto foram as escolhidas para receber os trabalhos da 9.ª edição da Conferência Internacional de Turismo, que vai reunir cerca de 150 participantes, de mais de 30 nacionalidades.

A abertura está marcada para as 19h00 de dia 26 de Junho, na Universidade Católica Portuguesa de Braga (Campus Camões) e nela estarão presentes os professores Konstantinos Andriotis e Dimitris Stylidis, da Universidade Middlesex, de Londres, D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, o João Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e Luís Pedro Martins, presidente da Entidade Porto e Norte de Portugal. Durante a sessão, haverá um Porto de Honra e uma actuação das tunas de Braga.

Do vasto programa da Conferência, destaque para a apresentação dos oradores convidados, nomeadamente Nuno Fazenda, do Departamento de Estratégia do Turismo de Portugal (dia 27, das 8h45 às 9h30) e Tazim Jamal, da Universidade A&M do Texas (dia 28, das 8h45 às 9h30).

De salientar ainda que o director Regional da Cultura do Norte, António Ponte, irá presidir a uma sessão especial em português, subordinada ao tema “Património e Turismo: olhar o presente e pensar o futuro”, que terá lugar dia 27, entre as 11h30 e as 13h00.

No dia 27, a finalizar os trabalhos, irá decorrer na Colunata do Bom Jesus, entre as 18h00 e as 19h00, uma Mostra Gastronómica e de Artesãos, em que estará presente o Vereador do Turismo da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, e um representante do Turismo Porto e Norte de Portugal.

Já no dia 29, o evento muda-se para a cidade do Porto, com a sessão de boas-vindas dos participantes à Invicta a estar marcada para as 10h00, com a presença do Vereador do Turismo da Câmara Municipal do Porto, Ricardo Valente.

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WTA2019

Pelo 3º ano consecutivo, Portugal arrecadou o prémio de Melhor Destino Turístico da Europa, na Gala europeia dos World Travel Awards 2019, que decorreu este sábado,dia 8 de Junho, na Madeira. Também o Turismo de Portugal foi galardoado, pelo 6º ano consecutivo, como Melhor Organismo Oficial de Turismo da Europa (Europe’s Leading Tourist Board).Ao todo, Portugal arrecadou 39 galardões, mais 3 que o ano passado.

O galardão de Melhor Destino da Europa foi atribuído pela primeira vez ao nosso país em 2017, renovado em 2018 e novamente atribuído em 2019. Este facto, considera o Ministério da Economia, “consolida o reconhecimento internacional de Portugal como destino turístico e mostra como estamos no top das preferências dos turistas internacionais”. Para este prémio, Portugal concorria este ano com a Áustria, Inglaterra, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia.

Pedro Siza Vieira, ministro Adjunto e da Economia sublinha a “enorme satisfação” de receber o ‘óscar’ de Melhor Destino Europeu pelo terceiro ano consecutivo. “Nos últimos anos, Portugal tem-se assumido como um destino imperdível e irresistível, e o facto de conquistarmos esta distinção de forma consecutiva mostra que a nossa estratégia está certa, dá frutos e é consistente”, frisa o governante.

Recorde-se, a propósito, que em 2017 Portugal foi eleito pela primeira vez o Melhor Destino do Mundo, título que revalidou em 2018 e a que, por ter vencido o galardão europeu, volta a concorrer este ano.

Já o Turismo de Portugal recebeu, pela sexta vez consecutiva, o prémio de Melhor Organismo Oficial de Turismo, o que, para Luís Araújo, presidente do TP, “é, acima de tudo, um reconhecimento da excelência de todos os colaboradores do Turismo de Portugal que, diariamente, mostram estar à altura deste enorme desafio de liderar o turismo do futuro. Os prémios internacionais que temos vindo a conquistar, nos últimos anos, comprovam que a Estratégia Turismo 2027, o referencial estratégico para o sector, está a conseguir posicionar Portugal como um destino que pode (e deve) ser visitado ao longo de todo o ano e que proporciona, em todo o território, experiências turísticas diferenciadas. Portugal tem tudo, para todos”.

No total, na Gala europeia dos World Travel Awards 2019, Portugal recebeu 39 prémios (mais três do que em 2018). Além do prémio de Melhor Destino Europeu e do galardão do Turismo de Portugal, Lisboa recebeu o prémio de Melhor Destino de City Break e Melhor Porto de Cruzeiros, a Madeira foi eleita o Melhor Destino Insular, os Passadiços do Paiva ganharam o prémio de Melhor Projecto de Desenvolvimento Turístico e o Dark Sky Alqueva recebeu o Prémio Europeu de Turismo Responsável.

“É um orgulho especial ver que, depois de em Março termos sido eleitos o Destino Mais Sustentável da Europa, continuemos a ganhar prémios de sustentabilidade, como acontece nos Passadiços do Paiva e no Dark Sky Alqueva. Estamos cada vez mais perto de sermos o destino mais sustentável do mundo”, destaca o ministro Pedro Siza Vieira.

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douro vinhateiro

O decreto-lei n.º 7/2019, publicado em Diário da República, faz referência à atualização do regime jurídico da rega, ainda do título alcoométrico volúmico adquirido na denominação de origem Porto e do nível da existência mínima permanente na denominação de origem Porto.

O documento faz referência ao aumento das situações de fenómenos ambientais extremos na Região Demarcada do Douro, nomeadamente grandes períodos de calor intenso que impedem a adaptação da videira, considerando que se impõe, por isso, a reposição de água no solo.

A região mantém o princípio da não utilização da rega, mas admite o recurso à mesma em situações de stresse hídrico.

De acordo com o decreto-lei, a rega da vinha “só é admitida para obstar a situações de défice hídrico que possam provocar desequilíbrios na composição e qualidade da uva e pôr em causa o normal desenvolvimento fisiológico da videira”.

Mas a vinha terá ainda de se localizar numa região autorizada para rega pelo IVDP e o viticultor tem ainda que informar o instituto público, que tem sede no Peso da Régua.

O decreto-lei introduz ainda ajustamentos ao título alcoométrico volúmico adquirido na denominação de origem protegida Porto.

De acordo com a legislação, a regra é que o vinho do Porto tem de ter uma graduação alcoólica compreendida entre os 19 a 22 graus.

Agora, é introduzida uma alteração à designada taxa alcoométrica volúmica, que desce para um mínimo de 18 graus em vinhos do Porto com as menções tradicionais ‘ruby’, ‘tawny’, brancos e rosés, não integrados nas categorias especiais.

Com a alteração aprovada, o teor alcoólico dos vinhos do Porto correntes poderá variar entre os 18 graus e os 22 graus, mantendo-se os 19 graus e os 22 para as categorias especiais de vinho do Porto e a exceção para o branco leve seco, que pode ter graduação mínima de 16,5 graus.

O decreto-lei introduz ainda alterações a nível da existência mínima permanente na denominação de origem Porto, ou seja, do ‘stock’ exigido para que um operador se possa inscrever no IVDP como comerciante de vinho do Porto. O ‘stock’ mínimo exigido era de 150 mil litros.

Agora, segundo o documento, considera-se “mais adequado que o nível mínimo de existência permanente seja fixado por portaria, de modo a permitir ir ajustando, ao longo do tempo, a quantidade de vinho do Porto que é necessário manter armazenada”.

O conselho interprofissional do IVDP pronunciou-se sobre estas alterações em abril, o decreto-lei foi aprovado em dezembro, em conselho de ministros, e entra em vigor na quarta-feira.

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A Lactilouro, que produz os queijos da marca Dom Villas no seio do grupo Lourofood, dos irmãos Lourenço, exporta para uma dezena de países e investiu dois milhões de euros no reforço tecnológico da sua fábrica em Famalicão.

Os irmãos Luís e Rogério Lourenço iniciaram a sua aventura empresarial na passagem do século XX para o XXI, tendo encontrado na tradição da família uma oportunidade de negócio e arriscaram tudo: a produção dos queijos “Dom Villas”, que arrancou no dia 15 de Novembro de 2000.

 Cedo perceberam que a queijaria onde laboravam, em Famalicão, era pequena para saciar o mercado, que exigia acabamentos distintos, pelo que decidiram separar a produção do acabamento e comercialização.

 E assim nasceu a Lourofood, em 2005, com um investimento de 1,7 milhões de euros numa novas instalações produtivas, cujas obras começaram em 2008 e foram concluídas em 2013.

 Três anos depois, a Lourofood autonomizou a produção de queijos de alta gama da marca Dom Villas na empresa Lactilouro, que prevê fechar o exercício deste ano com uma facturação recorde de 1,25 milhões de euros, o que traduz um crescimento da ordem dos 50% face a 2016.

“E 2019 promete ser um ano ainda mais auspicioso, com uma previsão de facturação de dois milhões de euros, por via do reforço da capacidade industrial e do recurso a novas tecnologias”, adianta a Câmara de Famalicão, cujo presidente, Paulo Cunha, acompanhou esta segunda-feira o ministro da Agricultura e o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação numa visita à Lactilouro.

 A empresa possui departamento próprio de I&D e investiu, só este ano, cerca de dois milhões de euros em novos equipamentos tecnológicos, revela a autarquia, em comunicado.

 Instalada na freguesia famalicense de Louro, a Lactilouro emprega 28 pessoas e exporta para uma dezena de países – Espanha, Alemanha, Bélgica, França, Reino Unido, América do Sul, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Líbano. Estes mercados externos deverão valer 67% das vendas totais da empresa em 2018.

“O Dubai é o próximo mercado que a marca pretende conquistar”, avança a autarquia.

 Já a Lourofood, que conta actualmente com 87 trabalhadores, prevê facturar 20,5 milhões de euros em 2018 e chegar aos 23 milhões no próximo ano.

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O Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos, visitou no passado dia 26 de novembro as unidades industriais da Lactilouro e da Lourofood, ambas clientes CONSAGRA, no Louro, Vila Nova de Famalicão.

Estas empresas são exemplo do bom aproveitamento dos apoios disponibilizados para a Agro-Indústria através dos Programas ProDeR e PDR2020.

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PDR 2020 logo

A entidade gestora do PDR 2020 — Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020 — abriu dia 12 de Novembro, as candidaturas à Operação 8.1.1 – Florestação de Terras Agrícolas e não Agrícolas (2.º Anúncio).

Este 2.º Anúncio destina-se apenas à florestação de terras não agrícolas no território do continente e está aberto até às 17h00 de 11 de Janeiro de 2019.

As tipologias de intervenção a apoiar dizem respeito a investimentos ao nível da instalação de povoamentos florestais em terras não agrícolas, com espécies florestais, com excepção das espécies de crescimento rápido.

As espécies preferenciais a plantar são as definidas nos respectivos PROF – Programas Regionais de Ordenamento Florestal de cada região (consulte aqui).

Disponíveis 9 milhões de euros

A dotação orçamental deste concurso é de 9 milhões de euros. Do total, 3 milhões destinam-se a apoiar investimentos nos concelhos afectados pelos incêndios.

Pode consultar o Anúncio completo aqui. E a Orientação Técnica Específica (OTE) para esta operação aqui.

As candidaturas podem ser feitas no site da entidade gestora do PDR 2020, aqui.

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amendoal

Projecto de um amendoal superintensivo em Portel, Évora, valeu a Manuel Grave, de 29 anos, o prémio Melhor Jovem Agricultor Europeu 2018.

O promotor do amendoal superintensivo em Portel (Évora) que ganhou esta quinta-feira, 18 de Outubro, o prémio Melhor Jovem Agricultor Europeu 2018, em Bruxelas, mostrou-se “feliz” com a distinção. “Estou muito feliz com a atribuição deste prémio e significa, principalmente, que as escolhas que fizemos são bem vistas pelo comité de júri do congresso, o que indica que esta exploração estará no bom caminho para ser sustentável, inovadora e do maior sucesso”, afirmou Manuel Grave, contactado pela agência Lusa.

O prémio Melhor Jovem Agricultor Europeu 2018 foi atribuído, em Bruxelas (Bélgica), ao projecto de Manuel Grave, que investiu na instalação de um amendoal em regime superintensivo numa exploração no concelho de Portel, segundo divulgou a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP).

Segundo a CAP, o jovem agricultor alentejano viu o seu projecto, numa área de cerca de 70 hectares, premiado no Congresso Europeu de Jovens Agricultores, que decorreu na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas. O investimento envolve a instalação de um amendoal com uma densidade de 2.469 árvores por hectare, das variedades Soleta e Lauranne, ambas com boa aceitação de mercado e ajustadas ao modelo superintensivo.

O projecto vencedor foi ainda escolhido pelas suas preocupações ambientais e de gestão dos recursos hídricos e pela criação de postos de trabalho.

1,5 milhões de euros de investimento

O jovem agricultor alentejano, de 29 anos, explicou à Lusa que o projecto está situado na freguesia de Portel, em terrenos arrendados, e envolve um investimento de 1,5 milhões de euros, com apoios do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020.

“Isto só foi possível devido ao apoio da Europa e também do projecto Alqueva”, porque, “sem o perímetro de rega, não teria havido possibilidade nenhuma de fazer este projecto”, já que é a água disponibilizada pelo empreendimento que permite “dinamizar uma zona que era muito pobre” e com terras “secas”, afiançou Manuel Grave.

As árvores foram plantadas no ano passado, entre Outubro e o início de Novembro, num “regime de alta densidade ou em sebe”, que “tem várias vantagens”, como “a entrada em produção mais rápida, a facilidade na colheita” e “nas podas” e o facto de acompanhar os outros regimes “na produção cruzeiro”, precisou. Trata-se de um moelo “muito inovador”, sublinhou o agricultor, assinalando que as suas árvores ainda não entraram em produção, o que está previsto apenas “para o Verão de 2020″.

As nossas escolhas alimentares: as acções são o nosso futuro

No tipo de pomar, existem “muitas árvores por hectare”, as quais “criam uma sebe, como se fosse uma vinha”, mas com preocupações ambientais e de poupança de água, segundo a CAP e o agricultor. “Apesar de ter mais árvores por hectare, o consumo de água acaba por ser menor, porque a área de folhas da árvore é menor e são as folhas que respiram e bebem água”, destacou, acrescentando que “a rega é da mais alta tecnologia”, com “gotejadores de última geração que deitam a água de que a árvore necessita”.

Num concelho como o de Portel, que tem terras “boas, mas maioritariamente secas”, e, por isso, tem “pouco dinamismo agrícola, com a possibilidade da criação destes projetos, houve criação de postos de trabalho, tanto sazonais, como fixos”, e atração de empresas prestadoras de serviços, congratulou-se ainda o agricultor. Já este ano, Manuel Grave, que possui mestrado em Engenharia Agronómica, tinha conquistado em Portugal o prémio de Jovem Agricultor do Ano, com o mesmo projecto.

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azeite

O concurso de azeite Olive d’Or, no âmbito da feira SIAL Canadá, realiza-se entre 2 e 4 de Maio de 2018, em Montreal, no Canadá. Os produtores portugueses interessados em participar neste concurso devem inscrever-se aqui até 21 de Março de 2018 (aqui).

A selecção dos vencedores, redigida de acordo com os regulamentos e ética do Conselho Oleícola Internacional, será feita por um júri independente e reconhecido a 30 de Abril de 2018 e divulgada a 1 de Maio de 2018.

A decisão do júri é final e sem recurso, sendo que não serão oferecidas justificações relativas às decisões do júri. Os resultados serão anunciados durante a feira “SIAL Canadá”.

Critérios

Os azeites admitidos no concurso devem obedecer aos critérios seguintes:

  • Os azeites são todos de grau extra virgem
  • O conteúdo de ácido oleico é abaixo dos 0,8%
  • Os azeites são provenientes de lote homogéneo com um mínimo de 2 000 L.

Os participantes devem determinar em qual das quatro categorias querem ver apresentado o seu azeite: Sabor a fruta madura, Sabor ligeiro a fruta, Sabor frutado, Sabor frutado intenso.

Mais informações sobre o concurso aqui e aqui.

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rega

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural disse à Lusa que já foram aprovados 22 projetos no âmbito do Programa Nacional de Regadios, no valor total de 248 milhões de euros.

“Neste momento já estão aprovados 22 projetos, que correspondem a 248 milhões de euros, sendo que os restantes serão para aprovar até ao final deste ano, para que a execução esteja concluída, o mais tardar, em 2022″, disse Capoulas Santos, em declarações à Lusa.

De acordo com o responsável, o programa em causa visa instalar em todo o país cerca de 95 mil hectares de regadios, 54 mil de novos regadios e 41 mil correspondentes a modernizações, tendo sido alocado um investimento público na ordem dos 534 milhões de euros.

“A água e o regadio são o mais importante fator de competitividade da nossa agricultura, o melhor instrumento de resiliência contra as consequências das alterações climáticas que se têm vindo a verificar e que, no caso deste ano e do ano passado, são particularmente evidentes com a seca que se tem vindo a observar. [Os regadios] visam também uma maior criação de emprego, contribuindo, desta forma, para a coesão territorial e para a criação de riqueza no nosso território”, indicou.

Ao longo de todo o país estão já aprovados vários projetos, de que são exemplo, no Algarve e no sudoeste alentejano, o regadio na Várzea-de-Odeleite e na Várzea-de-Benaciate, a modernização do regadio nos perímetros de Campilhas e Alto Sado, na zona Litoral, Norte e Centro, em Óbidos, Vale do Liz e baixo Mondego e no interior norte na Alfândega-da-Fé.

Ainda hoje será publicamente apresentado o projeto da Lezíria de Vila Franca, que visa beneficiar cerca de 6.500 hectares e para o qual estão alocados 30 milhões de euros.

“O projeto tem uma importância económica e ambiental muito grande. Visa beneficiar cerca de 6.500 hectares da lezíria, através do novo sistema de condutas, para que os agricultores possam ficar protegidos e também para aproveitar melhor os solos que, nalguns casos, têm um elevado grau de salinização. Alguns deles só podem ser utilizados para o cultivo do arroz, precisamente por essa razão”, notou Capoulas Santos.

Apesar do concurso para o Programa Nacional de Regadios estar aberto até ao final de setembro, o ministro da Agricultura garante, para já, que a primeira conclusão a retirar é que há “uma grande intenção” de investir no regadio.

“Estas iniciativas emanam dos próprios agricultores, uma vez que a política de regadio só avança quando metade dos agricultores de uma determinada área a beneficiar estejam dispostos a constituir-se numa associação e a demonstrar essa vontade de ver os seus terrenos irrigados”, explicou.

O ministro da Agricultura disse que o balanço do programa “é positivo”, sendo também um fator de competitividade da agricultura nacional.

“A agricultura portuguesa tem vindo a conhecer um grande trajeto de inovação e prosperidade nos últimos anos e isso muito se deve ao aumento da disponibilidade de água, sobretudo, num país com as nossas características climáticas. A água é um fator determinante, principalmente, se for fornecida aos agricultores a preços acessíveis”, vincou.

Apesar de admitir que o cenário de seca ainda está longe de ser afastado, o ministro da Agricultura garante que as últimas chuvas conseguiram atenuar o problema e a longo prazo vão contribuir para a recarga das reservas de água.

“Neste momento é muito precipitado estar a antecipar quebras de produção agrícola. Esta chuva tem efeitos muito benéficos, de forma imediata, no setor da pecuária, aumentando a produção de matéria verde, e, a longo prazo, está a contribuir para a recarga das reservas de água”, concluiu.

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douro vinhateiro

A atribuição de novas autorizações de plantação destinadas à produção de vinhos em zonas geográficas como o Douro ou Alentejo estão limitadas desde a passada sexta-feira.

O Governo fixou, na passada sexta-feira, a nível nacional e para o ano em curso, limites máximos ao crescimento de novas plantações de vinha em determinadas regiões, atribuindo uma área total máxima de 1.916 hectares, segundo um despacho publicado esta quinta-feira.

O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, que assina o despacho, define assim regras e critérios de elegibilidade e de prioridade das candidaturas elegíveis, assim como os procedimentos administrativos das autorizações dadas pelo Instituto da Vinha e do Vinho, entre 1 de abril e 15 de maio.

“São fixadas, a nível nacional e para o ano de 2018, as regras e os critérios de elegibilidade e de prioridade e os procedimentos administrativos a observar na distribuição de autorizações para novas plantações de vinha”, lê-se no documento.

A atribuição de novas autorizações de plantação destinadas à produção de vinhos em zonas geográficas delimitadas de Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP) ficam limitadas, a partir de sexta-feira, data da entrada em vigor do despacho.

Alguns dos limites de novas plantações definidos pelo diploma são de 4,2 hectares (ha) na Região Demarcada do Douro (RDD), 4 ha para a produção de vinhos com DOP Douro ou IGP Duriense ou 800 ha para a produção de vinhos com DOP ou IGP na Região Vitivinícola do Alentejo.

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