Notícias do Setor

azeite

O concurso de azeite Olive d’Or, no âmbito da feira SIAL Canadá, realiza-se entre 2 e 4 de Maio de 2018, em Montreal, no Canadá. Os produtores portugueses interessados em participar neste concurso devem inscrever-se aqui até 21 de Março de 2018 (aqui).

A selecção dos vencedores, redigida de acordo com os regulamentos e ética do Conselho Oleícola Internacional, será feita por um júri independente e reconhecido a 30 de Abril de 2018 e divulgada a 1 de Maio de 2018.

A decisão do júri é final e sem recurso, sendo que não serão oferecidas justificações relativas às decisões do júri. Os resultados serão anunciados durante a feira “SIAL Canadá”.

Critérios

Os azeites admitidos no concurso devem obedecer aos critérios seguintes:

  • Os azeites são todos de grau extra virgem
  • O conteúdo de ácido oleico é abaixo dos 0,8%
  • Os azeites são provenientes de lote homogéneo com um mínimo de 2 000 L.

Os participantes devem determinar em qual das quatro categorias querem ver apresentado o seu azeite: Sabor a fruta madura, Sabor ligeiro a fruta, Sabor frutado, Sabor frutado intenso.

Mais informações sobre o concurso aqui e aqui.

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rega

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural disse à Lusa que já foram aprovados 22 projetos no âmbito do Programa Nacional de Regadios, no valor total de 248 milhões de euros.

“Neste momento já estão aprovados 22 projetos, que correspondem a 248 milhões de euros, sendo que os restantes serão para aprovar até ao final deste ano, para que a execução esteja concluída, o mais tardar, em 2022″, disse Capoulas Santos, em declarações à Lusa.

De acordo com o responsável, o programa em causa visa instalar em todo o país cerca de 95 mil hectares de regadios, 54 mil de novos regadios e 41 mil correspondentes a modernizações, tendo sido alocado um investimento público na ordem dos 534 milhões de euros.

“A água e o regadio são o mais importante fator de competitividade da nossa agricultura, o melhor instrumento de resiliência contra as consequências das alterações climáticas que se têm vindo a verificar e que, no caso deste ano e do ano passado, são particularmente evidentes com a seca que se tem vindo a observar. [Os regadios] visam também uma maior criação de emprego, contribuindo, desta forma, para a coesão territorial e para a criação de riqueza no nosso território”, indicou.

Ao longo de todo o país estão já aprovados vários projetos, de que são exemplo, no Algarve e no sudoeste alentejano, o regadio na Várzea-de-Odeleite e na Várzea-de-Benaciate, a modernização do regadio nos perímetros de Campilhas e Alto Sado, na zona Litoral, Norte e Centro, em Óbidos, Vale do Liz e baixo Mondego e no interior norte na Alfândega-da-Fé.

Ainda hoje será publicamente apresentado o projeto da Lezíria de Vila Franca, que visa beneficiar cerca de 6.500 hectares e para o qual estão alocados 30 milhões de euros.

“O projeto tem uma importância económica e ambiental muito grande. Visa beneficiar cerca de 6.500 hectares da lezíria, através do novo sistema de condutas, para que os agricultores possam ficar protegidos e também para aproveitar melhor os solos que, nalguns casos, têm um elevado grau de salinização. Alguns deles só podem ser utilizados para o cultivo do arroz, precisamente por essa razão”, notou Capoulas Santos.

Apesar do concurso para o Programa Nacional de Regadios estar aberto até ao final de setembro, o ministro da Agricultura garante, para já, que a primeira conclusão a retirar é que há “uma grande intenção” de investir no regadio.

“Estas iniciativas emanam dos próprios agricultores, uma vez que a política de regadio só avança quando metade dos agricultores de uma determinada área a beneficiar estejam dispostos a constituir-se numa associação e a demonstrar essa vontade de ver os seus terrenos irrigados”, explicou.

O ministro da Agricultura disse que o balanço do programa “é positivo”, sendo também um fator de competitividade da agricultura nacional.

“A agricultura portuguesa tem vindo a conhecer um grande trajeto de inovação e prosperidade nos últimos anos e isso muito se deve ao aumento da disponibilidade de água, sobretudo, num país com as nossas características climáticas. A água é um fator determinante, principalmente, se for fornecida aos agricultores a preços acessíveis”, vincou.

Apesar de admitir que o cenário de seca ainda está longe de ser afastado, o ministro da Agricultura garante que as últimas chuvas conseguiram atenuar o problema e a longo prazo vão contribuir para a recarga das reservas de água.

“Neste momento é muito precipitado estar a antecipar quebras de produção agrícola. Esta chuva tem efeitos muito benéficos, de forma imediata, no setor da pecuária, aumentando a produção de matéria verde, e, a longo prazo, está a contribuir para a recarga das reservas de água”, concluiu.

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douro vinhateiro

A atribuição de novas autorizações de plantação destinadas à produção de vinhos em zonas geográficas como o Douro ou Alentejo estão limitadas desde a passada sexta-feira.

O Governo fixou, na passada sexta-feira, a nível nacional e para o ano em curso, limites máximos ao crescimento de novas plantações de vinha em determinadas regiões, atribuindo uma área total máxima de 1.916 hectares, segundo um despacho publicado esta quinta-feira.

O Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, que assina o despacho, define assim regras e critérios de elegibilidade e de prioridade das candidaturas elegíveis, assim como os procedimentos administrativos das autorizações dadas pelo Instituto da Vinha e do Vinho, entre 1 de abril e 15 de maio.

“São fixadas, a nível nacional e para o ano de 2018, as regras e os critérios de elegibilidade e de prioridade e os procedimentos administrativos a observar na distribuição de autorizações para novas plantações de vinha”, lê-se no documento.

A atribuição de novas autorizações de plantação destinadas à produção de vinhos em zonas geográficas delimitadas de Denominação de Origem Protegida (DOP) ou Indicação Geográfica Protegida (IGP) ficam limitadas, a partir de sexta-feira, data da entrada em vigor do despacho.

Alguns dos limites de novas plantações definidos pelo diploma são de 4,2 hectares (ha) na Região Demarcada do Douro (RDD), 4 ha para a produção de vinhos com DOP Douro ou IGP Duriense ou 800 ha para a produção de vinhos com DOP ou IGP na Região Vitivinícola do Alentejo.

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A Monliz, a mais recente unidade industrial do grupo belga Ardo, líder mundial em produtos hortícolas ultracongelados, é uma das empresas que vai estar à procura de negócio na 6ª edição da AgroGlobal – Feira das Grandes Culturas, que se realiza de 5 a 7 de Setembro de 2018, em Valada do Ribatejo.

Cinco anos depois de ter realizado um investimento de 18 milhões de euros na sua fábrica em Alpiarça, a Monliz, com uma produção média anual de 860.000 toneladas, está perto de atingir a máxima capacidade produtiva. O próximo passo é aumentar a capacidade de stock de produto congelado.

Pimento e batata-doce, as grandes apostas

Instalada de raiz em Alpiarça em 2005, a fábrica da Monliz duplicou o seu potencial produtivo, mas quer continuar a crescer em Portugal. O pimento e a batata-doce são as grandes apostas desta agro-indústria.

“A nossa maior limitação é o armazenamento, porque trabalhamos com produtos de plena estação. O próximo passo será reforçar a capacidade de stock de produto congelado, para posteriormente podermos contratar e laborar maior volume de matéria-prima”, revela Mauro Cardoso, director-geral da Monliz na newsletter da AgroGlobal.

A decisão de um novo investimento depende, no entanto, da vontade da administração do grupo Ardo, que a unidade de Alpiarça está determinada em mobilizar, considerando haver boas perspectivas de crescimento em Portugal.

“Há condições para produzir mais área de culturas horto-industriais em Portugal e a Monliz facilmente pode crescer para os 5.000 hectares contratados, ou seja, 75.000 toneladas de matéria-prima”, acredita o gestor.

60.000 toneladas de hortícolas por ano

Actualmente, a Monliz contrata em média 60.000 toneladas de hortícolas por ano no Ribatejo (+ de 70%) e no Alentejo, o que equivale a uma área de cerca de 4.000 hectares de produção.

É no pimento que Mauro Cardoso antevê maior potencial de crescimento, estimando que a área contratada pela Monliz possa aumentar dos actuais 500 hectares para 750 hectares.

Para que tal aconteça é necessário realizar investimentos no campo, sobretudo na mecanização da colheita, pois a falta de mão-de-obra é um dos principais entraves à expansão desta cultura.

“A colheita mecânica representa uma mudança radical na forma de trabalhar o pimento, mas é o futuro. Dos 500 hectares que contratámos com os agricultores este ano 150 hectares serão colhidos com máquinas”, adianta aquele responsável.

Colheita mecânica eficiente

O equipamento requer ainda algumas melhorias, mas o maior desafio para viabilizar uma colheita mecânica eficiente com pimento de qualidade reside na genética: “precisamos de variedades com maturação mais homogénea e que permitam escalonar a colheita”, reconhece Mauro Cardoso.

O pimento (500 ha) e os brócolos (2.000 ha) são os produtos estrela da companhia, a que se juntam fava e ervilha (1.300 hectares), courgette, tomate, abóbora-menina e, mais recentemente, a batata-doce fresca.

O grupo Ardo contrata na Europa cerca de 15.000 toneladas de batata-doce, das quais 3.500 toneladas em Portugal (150 hectares), embora o produto não seja congelado na unidade de Alpiarça. O objectivo do grupo é contratar batata-doce fresca durante todo o ano e Portugal tem as condições ideais de clima e solos para responder a este desafio.

Batata-doce no mercado nacional

“Esperamos vir a comprar 4.500 toneladas de batata-doce no mercado nacional, a curto prazo. Há capacidade instalada nas nossas fábricas para absorver mais volume e o consumo cresce a nível internacional”, revela Mauro Cardoso. Mais uma vez o ritmo de evolução da área contratada dependerá parcialmente do investimento que for realizado em máquinas para colheita mecânica da batata-doce.

Em Portugal, a Monliz também comercializa hortícolas ultracongelados, área de negócio onde tem registado um crescimento interessante nos últimos anos. Graças a um portefólio de produção própria, com 80 vegetais diferentes, 30 ervas aromáticas e um leque alargado de fruta, as suas vendas subiram 10% em 2017.

“O consumo de hortícolas ultracongelados está a aumentar em Portugal, acima do crescimento da economia. Estimamos que o consumo se mantenha em evolução ascendente nos próximos 2 a 3 anos”, remata Mauro Cardoso.

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olival

A produção de azeitona foi 25% superior à da campanha anterior e 11% acima da média do último quinquénio segundo as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 31 de Janeiro.

As condições meteorológicas foram benéficas na fase da floração e vingamento, originando uma carga inicial de azeitona muito elevada.

Nos olivais regados (e nas situações em que as disponibilidades hídricas permitiram a antecipação do início e o prolongamento do período de rega), verificou-se a maturação de grande parte dos frutos, que apresentaram no lagar um conteúdo de gordura superior ao normal.

Sequeiro

Nos olivais de sequeiro, que ainda representam cerca de ¾ da área total desta cultura, a situação de seca meteorológica não permitiu o desenvolvimento de toda a carga de azeitonas, registando-se queda precoce ou engelhamento dos frutos nos ramos.

No entanto, adianta o INE, a precipitação de Outubro, ainda que escassa, permitiu alguma recuperação da produção de azeitona e do seu rendimento em azeite.

De notar que, apesar da cada vez maior importância dos olivais intensivos e semi-intensivos, onde se pratica uma gestão eco-fisiologicamente equilibrada (regas, podas, adubações e tratamentos fitossanitários), continua a ser bem visível a alternância anual de produção, vulgarmente denominada por safra e contra safra, realça o INE.

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galinhas

A venda de ovos frescos produzidos por galinhas em gaiolas vai ser proibida em França a partir de 2022, permitindo-se apenas a compra de ovos de animais criados ao ar livre, anunciou este domingo o Governo francês.

“Em 2022, os ovos frescos vendidos serão de galinhas criadas ao ar livre e não em gaiolas. Trata-se de um compromisso da nossa campanha eleitoral e vamos mantê-lo”, afirmou o ministro da Agricultura francês, Stéphane Travert, numa entrevista aos meios de comunicação franceses Europe 1, CNews e Les Echos.

 Algumas cadeias de supermercado em França adiantaram-se já à entrada em vigor desta proposta – que ainda está por aprovar – e apenas vendem ovos de galinhas criadas ao ar livre.

 Ainda assim, a produção em massa dos criadores de gaiolas não vai parar em França, já que estes os ovos criados dessa forma continuaram a ser utilizados produtos processados à base de ovos.

 De acordo com as organizações ambientais, os ovos provenientes de galinhas criadas em gaiolas são prejudiciais aos animais, pois vivem amontoados em espaços fechados sem luz natural, e para a saúde humana, pois as galinhas estão mais expostas a doenças.

Fonte: Lusa

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vinhos

As exportações portuguesas de vinho cresceram 5,8% em volume e 8,6% em valor entre Janeiro e Setembro de 2017,  atingindo 214 milhões de litros por um valor de 537 milhões de euros, a um preço médio que passa de 2,45 para 2,51 euros por litro.

Segundo os dados divulgados pelo OeMv — Observatório Espanhol do Mercado do Vinho, todas as categorias cresceram a “muito bom ritmo em valor e apenas o granel caiu em volume, ainda que apenas 1,7%”.

Vinho engarrafado representa 92% das vendas

O vinho tranquilo engarrafado liderou a subida global e já representa 77% do volume e mais de 92% das vendas totais.

Acrescenta o OeMv que França perdeu quota como primeiro mercado, sobretudo em valor, com as vendas a crescerem para Angola e Brasil, e com boa evolução nos mercados da Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido.

Preços a subir em França, Itália, Alemanha e Portugal

Os produtores europeus de França, Itália, Alemanha e Portugal aumentaram a “bom ritmo as suas exportações de vinho durante os nove primeiros meses de 2017, mais em valor que em volume, mas todos com os preços a subirem”, acrescenta o Observatório.

França, com 6.422 milhões de euros (+10,9%), e Itália, com 4.223 milhões (+6,4%), seguem a liderar as vendas mundiais em valor.

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frulact

O grupo de preparados de fruta, com presença industrial em três continentes e vendas de 112 milhões de euros, deu o pontapé de saída da sua diversificação com a aquisição da 5ensesinfood, produtora de ingredientes de base vegetal para a indústria alimentar.

Ao fim de 30 anos de muita fruta, com oito fábricas espalhadas por três continentes e um lugar no top 5 dos maiores fabricantes mundiais de preparados à base de fruta para a indústria alimentar, a Frulact, com sede na Maia, decidiu apostar na diversificação e ganhar músculo vegetariano.

O grupo da família Miranda adquiriu, no início de Janeiro, 100% do capital social da 5ensesinfood (5IF). Trata-se de uma start-up de base industrial que criou um processo patenteado de produção de ingredientes à base de vegetal para a indústria alimentar, permitindo a sua aplicação numa ampla gama de produtos finais.

Constituída em 2012, a 5IF teve origem num projecto desenvolvido inicialmente na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto e era detida por um conjunto de capitais de risco, entre as quais a Change Partners e a Invicta Angels, e que tinha também como accionistas as co-fundadoras e investigadoras Joana Mafalda Inácio e Maria Isabel Franco.

O grupo maiato, que “tem como claro ‘driver’ na estratégia chegar aos 200 milhões de euros de facturação consolidada durante o próximo ciclo do plano estratégico”, ambiciona, entre outras vias, “implementar eixos de diversificação em áreas complementares ao negócio ‘core’”, sendo que a compra da 5IF “é um dos primeiros passos concretizados nesse sentido”, adiantou o CEO da Frulact, João Miranda, ao Negócios.

Porquê a 5IF? “A alteração dos hábitos alimentares e nutricionais a uma escala global tem ditado, por um lado, o reposicionamento de muitos dos ‘players’ tradicionais da indústria alimentar e, por outro, o aparecimento de novos agentes, que trazem uma miríade de novos produtos e soluções para a diversificação e procura de alternativas pelo consumidor final”, começou por explicar o CEO da Frulact.

Ora, “as bases vegetais produzidas pela 5IF, processo patenteado, permitem o desenvolvimento e a oferta de ingredientes para bebidas que o mercado está a posicionar como alternativas ao leite”, afiançou João Miranda. No caso, produtos “tipo iogurte, gelados e outras sobremesas sob a forma de produtos de alto valor acrescentado e diferenciador, a partir de várias matérias-primas, de onde se destacam a aveia, a amêndoa, o coco ou o arroz”, indicou o mesmo empresário.

Com um peso consolidado de 4% do mercado global, comparando com os 96% do sector lácteo, “o sector de alternativas vegetais a produtos lácteos (‘dairy-free’) tem tido um crescimento vigoroso que se espera venha a intensificar-se ainda mais nos próximos anos”. Ainda de acordo com João Miranda, este mercado representa actualmente um volume global de 4,7 mil milhões de toneladas de produto e um valor de 12 mil milhões de euros.

A linha de produção da 5IF em funcionamento, numas instalações arrendadas em Alfena, no concelho de Valongo, vai ser deslocalizada para o complexo industrial da Frulact na Maia, confirmou ainda o presidente executivo do grupo, que não quis revelar o valor da aquisição da empresa nem a sua facturação.

A Frulact que nasceu, em 1987, no fundo do quintal da família Miranda, em Matosinhos, fechou 2017 com vendas de 112 milhões de euros, mais sete milhões do que no ano anterior, com as exportações a valerem 97,5%, e prevê chegar este ano aos 120 milhões. Com três fábricas em Portugal, duas em Marrocos, uma em França, uma na África do Sul e outra no Canadá, emprega 725 pessoas, das quais 55 no seu centro de inovação. Investiu 100 milhões de euros nos últimos 10 anos e dedica anualmente 2,8% das vendas à investigação, desenvolvimento e inovação.

FONTE: Jornal de Negócios

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33archdaily

É uma adega de outro mundo. Escondida, serpenteante debaixo da terra, que mal se consegue distinguir na grande planície do Redondo — é, também, uma “adega em redondo”, descreve ao P3 o arquitecto Frederico Valsassina, sem prender o riso, depois de se aperceber da inadvertida chalaça em torno da sua adega da Herdade do Freixo, aqui fotografada por Fernando Guerra. O projecto, soube-se esta quarta-feira, 7 de Fevereiro, foi um dos escolhidos pelos leitores do ArchDaily para edifício do ano de 2018 na categoria de Arquitectura Industrial, depois de ter recebido uma menção honrosa nos Prémios FAD 2017 e uma nomeação nos Prémios Construir 2017.

 Já na Fugas se escrevia, em finais de 2016: “A adega da Herdade do Freixo é muito grande. E, no entanto, quando olhamos à nossa volta, a paisagem do Alentejo estende-se a perder de vista e, de adega, nem sinal.” Tirando uma ou outra abertura “discreta”. Mas, continua Alexandra Prado Coelho, sobre esta “adega Guggenheim”, “daqui a algum tempo”, quando a vinha plantada sobre ela crescer, “nem isso será visível”. Há duas semanas, Valsassina voltou ao local e disso mesmo se apercebeu. Tirando umas típicas chaminés que despontam da vinha, as responsáveis pela ventilação, poucos se apercebem de que ali há uma adega com uma espiral que se desenrola até 40 metros de profundidade. “É uma discussão que existe muito hoje, da negação da arquitectura — fazer uma intervenção no sítio sem parecer que houve arquitectura”, descreve Valsassina, que venceu o concurso internacional lançado pela Herdade do Freixo “há já bastantes anos”. Os proprietários, recorda, pretendiam construir uma adega para dar reposta ao “grande investimento que estavam a fazer na vinha”, mas que também ficasse “integrada” no povoado, que fosse a “continuação da própria paisagem”.

 Assim foi. Se, no início, não pensavam enterrá-la integralmente, depressa o projecto avançou nesse sentido. Ao fim de um ano de obras, submergiu uma adega quase invisível, feita com apenas um material (barramento cimentício), da cor da terra que a cobre. Lá dentro, há dois percursos — para os trabalhadores e para os visitantes — num edifício “em redondo”, marcadamente acessível.

Quanto ao prémio propriamente dito, Frederico Valsassina estava “expectante”. É, diz, uma distinção, “mais interessante” e “abrangente” do que muitas outras, precisamente por se tratar de uma votação de leitores. De acordo com o portal de arquitectura, foram recebidos quase cem mil votos nas últimas duas semanas para os Prémios ArchDaily Buidling of the Year 2018, que ajudaram a eleger os 15 melhores trabalhos apresentados no portal de arquitectura em 2017. Entre os vencedores estão reputados gabinetes como Foster + Partners, com uma loja da Apple em Chicago, e o OMA, de Rem Koolhaas, com um edifício de escritórios em Haia, mas também “heróis até então desconhecidos” — é o caso do projecto do atelier Emergency Architecture & Human Rights para salas de aulas para crianças refugiadas em Za’atari, na Jordânia. E há ainda projectos que “desafiam a crença comum de que os melhores exemplos de arquitectura ainda se concentram apenas em partes historicamente privilegiadas do mundo, como os EUA, a Europa e o Japão”: como, diz o portal, a Fundação Santa Fé de Bogotá e o Museu de Arte Contemporânea Zeitz, na Cidade do Cabo. A lista completa dos vencedores pode ser consultada aqui.

 Estavam nomeados mais dois projectos portugueses para Edifício do Ano: o GS1, do atelierPROMONTORIO, e o edifício de Francisco e Manuel Aires Mateus para a Faculdade de Arquitectura de Tournai, na Bélgica.

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aguardente

A Comissão Europeia alterou as regras aplicáveis à definição, designação, apresentação, rotulagem e protecção das indicações geográficas das bebidas espirituosas, nomeadamente da aguardente.

As bebidas espirituosas e as denominações de venda que cumprem os requisitos estabelecidos podem continuar a ser colocadas no mercado até que se esgotem as existências, explica o Regulamento 2018/175 da Comissão, de 2 de Fevereiro de 2018.

Aguardente

Adianta o documento que o anexo II do Regulamento (CE) n.o 110/2008 estabelece que a denominação de venda das bebidas espirituosas da categoria 9, a saber “Aguardente de frutos”, deve ser “aguardente de” seguida do nome do fruto, da baga ou do legume usado.

No entanto, nalgumas línguas oficiais, as denominações de venda são tradicionalmente expressas completando o nome do fruto com um sufixo. No caso das aguardentes de frutos rotuladas nessas línguas oficiais, deverá, por conseguinte, ser autorizada a indicação da denominação de venda que consiste no nome do fruto completado por um sufixo.

Sidra

No anexo II do Regulamento (CE) n.o 110/2008, as especificações da categoria 10 – “Aguardente de sidra e aguardente de perada” – não prevêem claramente a possibilidade de destilação conjunta de sidra e de perada para produzir esta categoria de bebidas espirituosas.

No entanto, nalguns casos, a bebida espirituosa é tradicionalmente obtida a partir da destilação conjunta de sidra e de perada. A definição desta categoria de bebidas espirituosas deve, por conseguinte, ser alterada, a fim de permitir expressamente a possibilidade de destilação conjunta de sidra e de perada sempre que previsto nos métodos de produção tradicionais.

Nesse caso, será também necessário determinar as regras relativas à correspondente denominação de venda. Para evitar dificuldades aos operadores económicos, é igualmente conveniente estabelecer uma disposição transitória para a denominação de venda das bebidas espirituosas produzidas antes da entrada em vigor do presente regulamento.

Pode ver o documento completo aqui.

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