Notícias do Setor

Nos dias 9 e 10 de abril de 2016 os alunos do Ensino Superior Agrário de todo o país vão testar os seus conhecimentos colocando-os à prova na edição 2016 do evento “24 horas de Agricultura Syngenta”.

A edição deste ano é subordinada ao tema “Valor Agrícola de Nova Geração”.

A iniciativa decorre no Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa.

Todos os interessados podem inscrever-se até ao dia 28 de março.

Podem concorrer estudantes maiores de 18 anos e que frequentem licenciatura ou mestrado das áreas de ciências agrárias.

As “24 Horas de Agricultura” destina-se a estudantes do Ensino Superior Agrário de todo o país, sendo que «as equipas concorrentes podem ser compostas por 3 a 5 estudantes da mesma Escola ou por estudantes, que não frequentando a mesma instituição de ensino superior, decidam constituir uma equipa para participar na competição», informam os promotores.

alunos

O evento inclui provas onde serão utilizadas tecnologias avançadas, incluindo agricultura de precisão, e durante as quais os futuros engenheiros agrónomos serão desafiados a encontrar soluções para problemas técnicos e de gestão da exploração agrícola, numa lógica de criação de valor em organizações.

A iniciativa é organizada pela Associação Portuguesa de Horticultura (APH), IAAS – International Association of Students in Agricultural and Related Sciences e pela SFORI.

Foto: 24 horas de Agricultura

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Nem sol, nem mar. O maior potencial turístico de Portugal e o produto que deve ser divulgado a nível internacional para vender o país como destino é o vinho. Num inquérito conduzido pelo IPDT, Instituto de Turismo, divulgado nesta sexta-feira, 37% dos operadores estrangeiros questionados dizem que este é o melhor argumento de promoção do país fora de portas, e 31% dizem mesmo que associa o vinho ao turismo nacional.

Em 2012, este produto só era relacionado a Portugal por apenas 7% dos inquiridos e, um ano antes, por 10%. Destronados, o sol e o mar captam, agora, o interesse de 17% dos especialistas (37% em 2012 e 45% em 2011).

António Jorge Costa, presidente do IPDT, explica que este resultado é o fruto de uma “qualificação do destino que os empresários do sector têm vindo a desenvolver, tal como os próprios decisores políticos”. “Não podemos esquecer que o sol e o mar continuam a captar a grande fatia dos turistas que nos visitam, mas são visitantes sazonais”, disse ao PÚBLICO, acrescentando que são precisos produtos complementares.

“Temos visto o sucesso que o Porto e Lisboa têm tido no segmento das viagens city break [de curta duração]. Estas respostas também são o resultado de novas apostas e conceitos associados ao design e aos produtosgourmet”, sublinha.

As praias extensas e o bom tempo mantêm-se como âncora essencial para segurar turistas, mas as duas principais cidades do país passaram a estar no mapa dos grandes operadores. São o que António Jorge Costa chama “irmãos” do sol e mar.

Outro resultado que se destaca neste estudo, conduzido pelo IPDT junto de um painel de membros filiados na Organização Mundial de Turismo, é o peso que a história de Portugal pode ter na hora de promover o destino. Em 2013, 16% dos inquiridos disseram associar Portugal a “história”, valor que em 2012 era de 9% e de 5% em 2011.

O contexto de crise e o programa de ajuda financeira não são alheios a estes indicadores. “O facto de Portugal se estar a tornar mais dinâmico a nível internacional leva a que os turistas queiram saber mais sobre a história do país. Estamos a passar a crise sem grandes sobressaltos de paz social, apesar das dificuldades sentidas pelos portugueses. Cá dentro, é óbvio que não pensamos da mesma forma, mas quem está de fora compara com o que se passa na Grécia ou em Espanha”, analisa António Costa.

Talvez seja por isso que 75% dos especialistas afirmem que a crise financeira não afectou negativamente a imagem de Portugal (55% em 2012). O presidente do IPDT diz que há uma “conjuntura internacional que acredita” no país e na forma como está a ultrapassar a turbulência financeira. Artigos como o que o Financial Times publicou nesta segunda-feira, dizendo que Portugal era o herói surpresa da retoma na zona euro, ajudam a construir uma imagem positiva, apesar da austeridade. E isso, diz António Costa, acaba por ter impacto na decisão de um turista quando escolhe o próximo destino. “Não tenho dúvida de que esta conjuntura terá impacto ao nível da decisão de pessoas que, antes, nem tinham em conta Portugal como destino”, afirma, concluindo que no meio de uma “grande turbulência, há oportunidades”.

No inquérito conduzido durante o mês de Dezembro, 32% dos especialistas que já estiveram no país escolheram-no por ser “agradável e especial”. Cerca de 28% vieram pelas “cidades, história e cultura”. Questionados sobre a qualidade das campanhas promocionais nos mercados internacionais, 20% dão 8, numa escala de 1 a 10. Quanto à experiência de férias, 16% dá nota máxima (8% em 2012). Nenhum dos inquiridos dá uma classificação abaixo dos seis valores.

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Sob o lema “Sementes nutritivas para um futuro sustentável”, a Assembleia Geral da ONU declarou 2016 o Ano Internacional das Leguminosas, para criar consciência dos seus benefícios, promover a sua produção e comércio e fomentar novos usos em toda a cadeia alimentar.

A ONU tem assim como objetivo promover o poder das proteínas e os benefícios para a saúde das leguminosas (como o feijão, grão-de-bico, ervilha, soja, lentilha ou a fava) e relembrar a importância da segurança alimentar, principalmente para a população dos países em desenvolvimento.
José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a FAO, destaca que «as leguminosas são colheitas importantes para a segurança alimentar de grande parte das populações, em particular na América Latina, África e Ásia», sendo «produzidas por pequenos agricultores».

Por sua vez, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, salienta que estes alimentos «contribuem de forma significativa para combater a fome, a segurança alimentar, a desnutrição e os desafios ambientais e de saúde».

Segundo a FAO, apesar dos seus grandes benefícios, o seu valor nutricional não é reconhecido e há centenas de variedades que podem ser cultivadas.
As leguminosas são ricas em proteínas, contêm o dobro das encontradas no trigo e três vezes que as do arroz. Também são ricos em micronutrientes, aminoácidos e vitaminas do grupo B, elementos chave de uma dieta saudável.

Fonte: Agrotec

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A Leicar irá organizar nos próximos dias 16, 17 e 18 de Fevereiro a 1ª edição da Escola de Juízes Holstein Frisia. Esta formação decorrerá em Rates, em colaboração com a Associação Portuguesa de Criadores da Raça Frísia.

Saiba todos os detalhes deste evento em www.leicar.pt

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A romã é uma das frutas mais antigas que se conhece e, provavelmente, a fruta com maior capacidade medicinal comprovada.

A romã, cujo nome científico é Punica granatum, é uma infrutescência da família das Punicáceas, originária do sul da Ásia, na Pérsia. Foi levada pelos fenícios para os países mediterrânicos, de onde se difundiu para o continente americano, chegando ao Brasil pela mão dos portugueses. A nível mundial, os maiores produtores são o Afeganistão, o Irão, Israel, Brasil, EUA, Itália e Espanha, sendo esta o maior exportador europeu.

Em Portugal, a região do Algarve concentra cerca de 80% da área e 95% da produção total de romã do continente. A maioria da produção provém de árvores dispersas, em bordadura, sendo relativamente reduzido o número de pomares extremes. A área de cultura, que tem vindo a decrescer, é atualmente de 108 ha e a produção anual ronda as 400 toneladas.

As variedades mais frequentes são a Mollar, a De Elche, a Dejativa – de origem espanhola – e a Asseria. Esta última é uma variedade tradicional da região algarvia, precoce e caracterizada por bagos carnudos, vermelhos e de graínha pequena.

Com um poder antioxidante potente, apresentando um teor elevado de vitamina C, flavonoides, pró-vitamina A, taninos. Estas substâncias são muito promissoras na prevenção de várias patologias e ajudam a controlar os níveis de colesterol.

O sumo de romã tem um conteúdo em polifenóis três vezes superior ao do vinho tinto e do chá verde, substâncias que ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares e alguns tipos de cancro.

Muitas são funções atribuídas a este fruto, onde se pode destacar:

  • Ação antimicrobiana: a romã é eficaz na eliminação de bactérias prejudiciais ao nosso organismo;
  • Melhora a função cardíaca: vários estudos apontam que o sumo de romã ajuda a prevenir a formação das placas de gordura nas artérias;
  • Ação anti tumoral: a romã inibe o crescimento das células cancerígenas e aumenta a apoptose (morte celular) no cancro da mama, próstata e colon;
  • Saúde óssea: alguma investigação refere que o sumo de romã diminui a perda óssea.

Quanto às vendas em Portugal para o exterior são praticamente nulas e Espanha é o principal fornecedor do mercado nacional, com uma quota que se estima ser de quase 100 %, situação que não tende a alterar-se, visto que, em Portugal, nos próximos anos, não se preveem investimentos nesta cultura.

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As candidaturas ao Regime de Apoio à Reestruturação e Reconversão da Vinha (VITIS), Campanha 2016-2017, decorrem entre 15 de novembro e 15 de dezembro de 2015, sendo submetidas on-line na Área Reservada do Portal do IFAP, em O Meu Processo > Candidaturas > VITIS > Campanha 2016-2017 > Entregar/Alterar/Consultar.

 Chama-se a atenção que previamente à submissão das candidaturas os viticultores que pretendam candidatar-se devem:

  •  Proceder à sua inscrição como beneficiários IFAP para obtenção de NIFAP, ou procederem à atualização de dados, nomeadamente do NIB e/ou endereço eletrónico;
  • Efetuar a inscrição ou atualização dos dados da exploração, no Sistema de Identificação do Parcelário (iSIP) do IFAP;
  • Providenciar a atualização do Registo Central Vitícola, o pedido de emissão de direitos de plantação e a georreferenciação das parcelas (nos casos de relocalização de vinhas);
  • Obter os pareceres relativos às vinhas em área classificada e vinhas no alto douro vinhateiro (se aplicável) ou outros documentos constantes das normas complementares, necessários à correta submissão das candidaturas.

Para mais informação poderá consultar a Portaria n.º 357/2013, alterada pela nº Portaria 67/2014, de 12 de março e pela Portaria nº 219/2015, de 23 de julho, bem como o Aviso de Abertura de Candidatura

http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_util/GC_noticias/GC_1143

 

Fonte: IFAP

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Alertar a sociedade para os benefícios nutricionais das leguminosas é um dos objectivos do Ano Internacional das Leguminosas (AIL) que se assinala em 2016, segundo declarou a 12 de Novembro a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

A iniciativa irá também alertar para a importância destas culturas na sustentabilidade agrícola e o seu contributo para uma segurança alimentar efectiva.

 «O Ano Internacional das Leguminosas será uma oportunidade para potenciar o uso das leguminosas nas rotações agrícolas e discutir os desafios da comercialização», esclarece a FAO em comunicado.

 Segundo a FAO, apesar dos seus grandes benefícios, o seu valor nutricional não é reconhecido e há centenas de variedades que podem ser cultivadas.

 Os legumes são ricos em proteínas, contêm o dobro das encontradas no trigo e três vezes que as do arroz. Também são ricos em micronutrientes, aminoácidos e vitaminas do grupo B, elementos chave de uma dieta saudável.

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É o primeiro iogurte de leite de ovelha a ser produzido em Portugal. Os criadores de ovinos da Serra da Estrela apostam nos produtos derivados de leite de ovelha.  A arca frigorífica da Ancose – Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela, sediada em Oliveira do Hospital, já não guarda só queijos da Serra. Agora, tem também iogurte de leite de ovelha.

Há uma nova variedade de produtos feitos a partir de leite de ovelha. Noutros países, como a Bulgária, são comuns. Em Portugal, é a primeira vez que é produzido o iogurte de leite de ovelha. Mas a Ancose aposta também em manteiga feita a partir do soro deste leite, queijo creme para barrar e queijo fresco.

Estes quatro produtos começaram a ser ensaiados em 2008 pelo técnico da Ancose João Madanelo. “O propósito era trazer mais pessoas à área da Serra da Estrela, agitar um pouco”, revela o engenheiro.

O iogurte de leite de ovelha (da raça bordaleira e coalhado pela flor do cardo) tem dado nas vistas e é diferente dos outros, para melhor, garante João Madanelo: “Um iogurte com mais corpo, mais denso, mais rico a nível nutritivo, um iogurte natural, sem açúcar.”

Com tantos atributos, “a aceitação tem sido satisfatória”. “A comercialização tem sido feita aqui à porta e, em alguns restaurantes de Lisboa e Porto, fica bem como sobremesa, com doce de abóbora e nozes. E usa-se em saladas”, conclui.

Os iogurtes custam um euro cada. Este ano já foram vendidos dois mil iogurtes.

Fonte: Rádio Renascensa

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O Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) identificou recentemente uma nova praga em citrinos na área do Grande Porto, cujo inseto picador-sugador considerado de quarentena provoca “estragos muito graves”.

De acordo com um ofício da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), datado do dia 09 de março, o inseto — psila africana –, “além de provocar estragos diretos, pode veicular uma doença muito grave dos citrinos denominada ‘Citrius greening’ causada por uma bactéria muito destrutiva” e que faz com que o fruto cresça pouco e se apresente deformado e descolorido.

Contactada pela Lusa, Gisela Chicau, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, garantiu que o consumo de citrinos recolhidos em árvores afetadas pela praga “não tem qualquer risco para a saúde humana”.

Depois de em dezembro do ano passado Espanha ter notificado a primeira deteção desta praga na zona da Galiza, foi levada a cabo uma vigilância suplementar particularmente dirigida à zona norte do país, “tendo sido detetada a presença deste inseto em citrinos isolados em jardins particulares na área do Grande Porto em janeiro de 2015”, lê-se no ofício, disponível na internet.

“Da prospeção exaustiva realizada verifica-se que as deteções se circunscrevem à Área Metropolitana do Porto”, refere o documento, especificando que a praga foi detetada em diversas freguesias dos concelhos de Gondomar, da Maia, de Matosinhos, do Porto e de Gaia.

A psila africana, que foi “observada pela primeira vez na Europa, em 1994, na ilha de Porto Santo (Madeira)”, provoca a deformação das folhas novas, que ficam enroladas acentuadamente para o interior, atrofiadas e amareladas.

Como medida de combate a esta praga de quarentena, a Direção Regional salienta a proibição da entrada no país de material de propagação de citrinos, o corte e queima de imediato dos ramos com sintomas, seguindo-se um tratamento contra as formas hibernantes de insetos e ácaros à base de óleo de verão, tendo cuidado de atingir completamente a copa da árvore.

“As árvores afetadas devem ser sujeitas a monitorização durante o ano, para confirmação da eliminação ou não da praga e continuação de aplicação de medidas para o seu combate”, acrescenta a Direção Regional, na nota de divulgação da praga, disponível em http://www.drapn.mamaot.pt/drapn/conteudos/edm/Circular_03_2015.pdf.

Gisela Chicau referiu que qualquer horto e cooperativa dispõem de profissionais habilitados para proceder ao combate desta praga, que implica o uso de inseticidas.

Até ao momento, a praga foi encontrada em árvores de citrinos, na sua maioria limoeiros, nas freguesias de Fânzeres, São Cosme e Valbom (Gondomar), Águas Santas (Maia), Leça da Palmeira, Matosinhos, São Mamede de Infesta e Senhora da Hora (Matosinhos), Aldoar, Nevogilde e Ramalde (Porto) e Arcozelo, Canidelo, Guilpilhares, Madalena, São Félix da Marinha, Valadares e Vilar do Paraíso (Gaia).

“Caso observe sintomas em plantas de citrinos deve contactar a Direção Regional de Agricultura e Pescas da sua região”, apela a DGAV no ofício.

O objetivo, concluiu Gisela Chicau, “é delimitar a zona infestada, acompanhar a mancha para ver a sua evolução”.

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