Notícias do Setor

Quando Simon Bernard, um jovem inventor francês, viu pela primeira vez um espectómetro de infravermelhos em miniatura, pensou logo em usá-lo para detetar pesticidas em produtos frescos.

O projeto valeu-lhe um prémio de 150 mil euros e o apoio do Ministério da Agricultura francês.

O jovem, de 25 anos, vai passar os próximos meses a criar os algoritmos que vão processar a informação molecular dos produtos e convertê-la em informação sobre pesticidas que seja compreensível ao utilizador comum.

Caso seja bem sucedido, o projeto “Scan Eat” avançará para uma segunda fase, onde o estudante poderá receber um segundo incentivo de 500 mil euros.

A ideia é inspirada no Scio, um projeto israelita, que consiste num equipamento portátil para rastrear a composição molecular de plantas, alimentos e medicamentos.

Este dispositivo, criado em 2014, também usou um espectómetro de infravermelhos do tamanho de uma pen USB. Foi esta característica do projeto que inspirou o estudante a criar um detetor portátil de pesticidas.

Para usar o “Scan Eat” será necessário fazer download de uma aplicação no telemóvel e analisar a fruta ou legume com o dispositivo (também do tamanho de uma pen USB).

Se for comercializado, este ‘gadjet’ poderá ser de grande utilidade para o consumidor, que passará a aceder a informação crucial sobre a produção dos alimentos que consome.

Por exemplo, segundo o site Potato Business, que cobre a indústria da batata ao nível global, uma simples batata é tratada com pesticidas 18,9 vezes antes de chegar às prateleiras. Numa maçã, esse número sobe para 35,1 vezes (fungicidas, inseticidas, herbicidas).

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A Adega de Palmela aposta agora na internacionalização e no reforço da competitividade, 60 anos depois de ter sido criada, e avançou com um investimento de dois milhões de euros para modernizar a produção.

O enólogo e gerente da empresa Luís Silva explica que o investimento vai ser feito em duas fases, uma direcionada para a vinificação, ou seja, os processos que garantem a transformação das uvas em vinho, e outra para o engarrafamento.

«O nosso primeiro investimento foi no aconselhamento dos nossos associados, a nível de plantação de novas vinhas, com castas diferentes, para fazermos produtos diferentes, e na melhoria do desempenho a nível da vinificação», adiantou o gestor.

A segunda parte do investimento, que deve ficar concluída no próximo ano, vai absorver aproximadamente um milhão de euros, e é direcionada para o engarrafamento, com uma nova linha automática de seis mil garrafas/hora (quase o dobro da atual).

A Adega de Palmela recebe uma média de 10 milhões de quilos de uva dos seus 300 associados e fatura cerca de cinco a seis milhões de euros por ano.

As grandes superfícies são os principais clientes, comprando cerca de 80% da produção. No entanto, a empresa decidiu também apostar no canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés) criando um produto exclusivo, pois é quando o consumidor está fora de casa que “está mais disponível para apreciar um bom vinho”.

Quanto a exportações, a aposta «é muito recente».

«Ainda há pouco tempo, o principal objetivo da Adega era a venda de vinho a granel. Depois passámos para o engarrafado e, de seguida, para a exportação», declarou Luís Silva.

As vendas externas representam atualmente cerca de 10% da faturação, mas o enólogo admite que a Adega de Palmela está ainda aquém do seu potencial e quer atingir valores mais altos.

«Temos quantidade, temos preço e temos qualidade para poder satisfazer» os mercados internacionais, assegurou.

China e França são atualmente os destinos com maior expressão para os vinhos da Adega de Palmela, mas Luís Silva está atento a novas oportunidades.

«Os mercados estão muito saturados. Toda a gente quer exportar, toda a gente quer estar lá fora, e há oscilações nos mercados. Infelizmente, tínhamos um mercado que dava preferência a produtos portugueses, que era o mercado angolano, e hoje está mau, houve desinvestimento e portanto temos de procurar outras soluções», salientou.

Nos mil hectares de vinha pertencentes aos associados da cooperativa, destacam-se as castas tintas (70% do total), com ênfase para a Castelão, característica desta zona.

Entre as castas brancas, predominam Fernão Pires e Moscatel, do qual 5% é destinado à produção do vinho licoroso que é ‘ex-libris’ da região.

«A nossa região é conhecida pelo Moscatel de Setúbal, por isso, é uma casta muito importante para nós, em termos de brancos e licorosos», sublinhou Luís Silva, acrescentando que são produzidos cerca de 350 mil litros de Moscatel por ano.

O enólogo quer manter também a dominância do Castelão nas castas tintas, mas realçou a importância da diversidade «para poder melhorar e dar complexidade às castas tradicionais».

Castas como o Syrah, o Alicante, o Aragonez, o Verdelho ou o Chardonnay podem dar «uma mais-valia à qualidade dos vinhos», acrescentou o responsável da Adega de Palmela.

Fonte: Lusa

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Medida tem ainda como função a avaliação do impacto do financiamento público à instalação de jovens agricultores atribuído no actual quadro comunitário de apoio (Portugal 2020) e nos períodos de programação 2000-2006 e 2007-2013.

O Governo criou a Comissão de Acompanhamento dos Jovens Agricultores (CAJA) com o objectivo de promover o sucesso da instalação dos jovens agricultores. A medida, que foi revelada no portal do governo, visa ainda avaliar o impacto do financiamento público à instalação de jovens agricultores atribuído no actual quadro comunitário de apoio (Portugal 2020) e nos períodos de programação 2000-2006 e 2007-2013.

“Esta é uma medida de grande relevância para compreender o desenvolvimento do sector ao longo dos últimos anos”, afirmou o Ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Regional, Luís Capoulas Santos.

O Ministro reafirmou “a intenção de proceder a esta avaliação de impacto que obrigatoriamente tem de ser levada a cabo”, porque “está em causa a aplicação de muitos milhões de euros de fundos públicos e é necessário perceber de que forma a aplicação desses montantes se reflectiu no País”.

“Temos de saber qual foi a taxa de sobrevivência dos projectos apoiados e a respectiva longevidade, quais foram os sectores de maior sucesso, qual foi o emprego criado, enfim, quais foram os resultados obtidos”, acrescentou Luís Capoulas Santos.

A CAJA terá ainda uma função de aconselhamento prévio, que vem dar resposta a uma reivindicação de longa data dos jovens agricultores, ao “analisar a actividade agrícola exercida, incluindo a fase que antecede o início de actividade, abrangendo, designadamente, as questões da formação e acompanhamento técnico, do acesso à terra, da integração no mercado e, mais especificamente, os instrumentos de apoio à instalação de jovens agricultores”, refere o despacho que cria este novo instrumento.

A missão da Comissão

A CAJA vai também fazer um diagnóstico dos factores condicionantes da decisão de início de exercício da actividade agrícola e acompanhar a implementação dos projectos de instalação de jovens agricultores objecto de financiamento público.

Entre as funções atribuídas está também prevista a avaliação dos resultados das políticas públicas de apoio aos jovens agricultores, bem como propor medidas tendentes à superação dos estrangulamentos identificados.

A CAJA vai funcionar sob a tutela do Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, sendo composta por representantes do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral, da Direção -Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural, do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, da Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente, das Direções Regionais de Agricultura e Pescas, da Associação dos Jovens Agricultores de Portugal e da Confederação Nacional dos Jovens Agricultores e do Desenvolvimento Rural.

A CAJA terá ainda uma comissão consultiva, constituída por representantes da Confederação dos Agricultores de Portugal, da Confederação Nacional da Agricultura e Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal.

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Agricultores portugueses dizem que quase 30% da produção anual não chega a ser comercializada porque apresenta defeitos na cor, no formato ou no tamanho.

O «culto da perfeição» está a fazer que os americanos deitem para o lixo quase tanta comida como a que consomem. Por apresentarem pequenos defeitos ou escaparem aos padrões definidos, muitas toneladas de alimentos não chegam aos supermercados e, em muitos casos, ficam a apodrecer nos campos. Por cá, é estimado que os portugueses desperdicem um milhão de toneladas de alimentos por ano, o equivalente a 17% do que é produzido. Tal como nos EUA, muitas toneladas de vegetais e fruta são descartadas por não serem «perfeitos».

Uma grande quantidade de produtos frescos produzidos nos EUA é deixada a apodrecer nos campos, usada para alimentar gado ou depositada nos aterros, devido a padrões de beleza «irrealistas e inflexíveis». A informação é avançada pelo jornal The Guardian, que entrevistou agricultores, distribuidores e outras pessoas ligadas ao setor alimentar.

De acordo com as estatísticas oficiais do governo norte-americano, cerca de 60 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente, o que corresponde a um terço da produção.

Mas o novo estudo aponta para uma realidade mais dramática: metade do que é produzido não chega aos consumidores. Isto não só aumenta a fome e a pobreza, como tem graves consequências ambientais.

Em Portugal, é estimado que um milhão de toneladas de alimentos seja deitado para o lixo anualmente.

«Seguramente, entre 20 e 30% do que é produzido pelos agricultores não é comercializado», adiantou João Dinis, dirigente da Confederação Nacional de Agricultores. Em causa estão pequenos defeitos na cor, no calibre ou no formato. «As pessoas têm de se desfazer deles: ou dão ao gado ou vão para o lixo», explicou o agricultor. Mas, se não houver escoamento, há quem prefira não colher, para não ter mais custos. «Há situações em que o agricultor fica a chorar a olhar para o que não consegue escoar», explicou.

Apesar de não atingir os padrões de consumo, João Dinis ressalva que «há muita produção nacional que, não tendo a calibragem exigida, é de grande qualidade alimentar». E o custo da produção recai sobre tudo o que é produzido, pelo que há um grande prejuízo para os agricultores.

Ao DN, Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar contra a Fome, explica que «na agricultura, não se pode falar em desperdício, uma vez que, quando fica no solo, há reposição de matéria orgânica e, noutros casos, a produção é usada para alimentar os animais».

Só quando vão para aterros é que a fruta e os legumes são considerados desperdício. «Se não forem, será excedente». Não se sabe que percentagem de produção é deixada nos campos, mas Isabel Jonet lembra que «há muitos incentivos para a doação de hortofrutícolas. Os agricultores são pagos para não destruírem o excedente e o doarem aos bancos alimentares».

Anualmente, o Banco Alimentar distribui cerca de 30 mil toneladas de alimentos. «75% são excedentes alimentares, que seriam destruídos, com impacto ambiental e custos associados», adianta.

Para combater o problema, os americanos estão a criar serviços de venda de produtos que fogem aos padrões de beleza, à semelhança do que acontece em Portugal com o projeto Fruta Feia, que desde 2013 evitou que 300 toneladas de fruta e legumes fossem descartados.

Joana Baptista, membro da cooperativa, explicou que compram aos agricultores «produtos que têm um defeito estético – problemas na forma, cor, tamanho – mas que têm a mesma qualidade», para serem colocados em cestas e vendidos nos pontos de distribuição. As mais pequenas (três a quatro quilos) custam 3,5 euros e têm sete variedades de produtos, as maiores (seis a oito quilos) têm oito variedades e custam sete euros.

«Os olhos também comem e a estética é apelativa, mas as pessoas que consomem Fruta Feia ligam à qualidade e não à aparência», diz Joana Batista, acrescentando que o movimento trabalha para «inverter a tendência» do culto da perfeição.

Nos últimos anos, várias organizações mostraram-se empenhadas em reduzir a quantidade de alimentos que vai para o lixo ao longo de toda a cadeia.

Ana Isabel Morais, diretora-geral da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, diz que «há muito que o setor desenvolveu políticas, ações e parcerias para encaminhar para reutilização o que pode resultar em desperdício».

Entre outras medidas, procura fazer «uma gestão mais eficiente de stocks, embalagens adequadas ao perfil do consumidor, transformação de excedentes, formação de colaboradores».

Em Portugal, a Assembleia da República declarou 2016 como Ano Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, tendo sido lançadas várias recomendações nesse sentido.

Fonte: DN

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Na reunião de 19 de julho do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, o comissário europeu da Agricultura, Phil Hogan, apresentou um novo pacote de medidas para os setores em crise.

As medidas são principalmente dirigidas ao setor do leite, mas com uma específica para as frutas e hortícolas e algumas de caráter mais geral.

Este novo pacote conta com sete medidas e tem um orçamento de 500 milhões de euros.

A Comissão anunciou 150 milhões de euros para um programa voluntario de redução da produção de leite, sem avançar como seria o mesmo ou qualquer informação sobre a distribuição dos fundos, referindo que trata-se de um programa a nível da União Europeia (UE) para que os produtores de toda a União acedam às mesmas condições.

Este programa terá uma duração de três meses com início no próximo dia 1 de outubro.

Seria comparada a produção do último trimestre de 2015 com a do último trimestre de 2016.

A quantidade de leite reduzida recebe uma ajuda, no entanto, não há um valor acordado, sendo ponderado cerca de 14 cêntimos de ajuda por quilo de leite reduzido.

Fonte: Agrodigital

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O Ministério da Agricultura aumenta na próxima campanha, que se inicia a 15 de fevereiro de 2017, o montante da ajuda no âmbito do Regime da Pequena Agricultura de 500 para 600 euros.

Em comunicado, o Ministério da Agricultura diz que o Governo já comunicou a Bruxelas um conjunto de alterações do sistema de pagamentos, com o objetivo de discriminar positivamente os pequenos agricultores.

De acordo com ministério, será também atribuída uma majoração de 50 euros aos cinco primeiros hectares de todas as explorações.

O Regime de Pagamento Base (RPB) médio por hectare em Portugal situa-se próximo dos 100 euros.

Na próxima campanha será também introduzido um limite máximo para o valor do pagamento base de 300 mil euros por exploração.

Estas medidas concretizam os compromissos assumidos no Programa do Governo, refere o ministério.

Fonte: Lusa

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A Agricultura conta atualmente com cada vez mais soluções técnicas e comerciais inovadoras que permitem melhorar a eficiência energética das explorações e, consequentemente, obter uma redução de custos, entre eles, o da fatura da eletricidade. João Carvalho, presidente da Associação Portuguesa de Indústria Solar (APISOLAR), e Josué Morais, especialista em eficiência energética, refletem sobre a eficiência na utilização de recursos no mundo agrícola.

A intensificação sustentável, os desafios do uso eficiente do solo e da água, a importância da gestão do solo, a gestão da biodiversidade e a importância da agricultura para um desenvolvimento territorial equilibrado. Estes são apenas alguns dos muitos aspetos com que os agricultores e produtores se debatem cada vez mais. Objetivo? Reduzir custos e aumentar a eficiência da atividade económica.

João Carvalho, presidente da APISOLAR, considera «natural, à semelhança de outros setores da economia, a atenção crescente que o setor agrícola tem dado à utilização eficiente da energia, que se revela em muitos casos um fator de produção essencial à sua competitividade».

Neste setor em particular, «a utilização de fontes de energia limpas, produzidas localmente, é também um fator de sustentabilidade ambiental fundamental à sua atividade», realça, lembrando que por estes motivos, encara com naturalidade «a opção por este tipo de investimentos, e prevejo que assim continue no futuro».

João Carvalho diz que o solar fotovoltaico e térmico «são claramente as tecnologias preferidas pelos empresários agrícolas».

«Os volumes de investimento necessários e a flexibilidade de instalação e de utilização da energia são fatores que diferenciam positivamente estas tecnologias. Imagino que seja por isso que são claramente as tecnologias preferidas…», refere.

O presidente da APISOLAR considera que Portugal, nesta matéria está a fazer o «trabalho de casa» ao nível das soluções eficientes disponíveis no mercado.

«Está a fazê-lo, mas isso é um trabalho sem fim».

Para o responsável, o grande desafio, neste momento, «está na gestão da utilização da energia solar, pois sendo esta um recurso intermitente é fundamental que existam processos de gestão e controlo adequados às características da produção agrícola».

«Neste setor, vemos com agrado algumas empresas portuguesas a oferecer soluções muito interessantes, que vão muito além da oferta de um simples conjunto de painéis solares», acrescenta.

Grandes produtores perceberam importância das renováveis

Josué Morais, engenheiro eletrotécnico e pós-graduado em Eficiência Energética e Utilização Racional de Energia Elétrica, considera que «a sustentabilidade é um desígnio da humanidade na atualidade».

«Deixar um planeta sustentável para os vindouros, tem a energia no epicentro das preocupações atuais. Assim, o recurso a energias renováveis promove a poupança doutros recursos, entre eles os fósseis. Por outro lado a eficiência energética é também um desígnio, não só na promoção da sustentabilidade como também pode ser um fator de ganhos económicos e de concorrência no produto final», salienta.

agricultura

Para Josué Morais as energias renováveis «podem ser fator diferenciador, permitindo ter energia onde não existe rede elétrica, alimentando sistemas de rega, sistemas de controlo, e podendo também ser utilizada em regime de auto consumo que a legislação atual promove».

E não tem dúvidas: «os grandes produtores já terão percebido a importância e as oportunidades das energias renováveis. Porém, com a crise global atual, o acesso a recursos financeiros para investir em sistemas de energias renováveis não permitem maiores investimentos naqueles recursos, principalmente dos pequenos e médios produtores cujo acesso ao crédito será mais difícil».

Josué Morais recorda que «existem muitas oportunidades no capítulo das renováveis. A energia solar fotovoltaica é uma das tecnologias mais estabilizadas e de mais fácil implementação, sendo por isso a mais disseminada».

«Muitas outras soluções podem ser implementadas, como por exemplo a utilização de biomassa de “desperdícios e resíduos” do setor agrícola e agropecuária para produção de biogás. Os resíduos do milho e de outros cereais podem ser convertidos em biogás para utilização como combustível em sistemas de aquecimento e de produção de energia (com grupos motores de combustão interna e geradores). Também na pecuária tais como pocilgas, aviários e vacarias, os resíduos dos dejetos podem ser convertidos por biodigestão anaeróbica em biogás para fins idênticos aos mencionados», enumera o especialista.

Portugal tem explorado, a este nível, as soluções eficientes ao dispor dos vários setores agrícolas? À pergunta, Josué Morais responde: «penso que as soluções começam a ser suficientemente divulgadas pelos mais diversos meios, mas estamos ainda muito longe de um aproveitamento digno de registo dos imensos recursos disponíveis no setor».

O engenheiro realça ainda que «ao nível de sistemas de gestão e controlo eficientes temos grande potencial para desenvolver ferramentas informáticas para o setor a exemplo das que se desenvolvem para outros setores».

«Também para o setor da agropecuária podem ser desenvolvidas aplicações específicas», remata.

A experiência da FF Solar

Sebastian  Sennewald, diretor da FF Solar Energias Renováveis, refere que o setor agrícola «é um dos setores com mais apoios em Portugal, os agricultores habituaram-se em certa forma de não depender de investimentos próprios mas sim sempre depender de programas de apoio europeus e nacionais. Estes financiamentos estão focados na redução de custos operacionais e no aumento da competitividade pelo que se tem observado uma maior aposta em energias renováveis e soluções eficientes no setor».

Para o responsável, em qualquer setor «a parte financeira é das mais importantes, sendo que o que interessa no final são os lucros finais».

«Muita da agricultura efetuada em Portugal está em posse de multinacionais e para estas o que conta é o custo final do produto e a manutenção do custo de produção, como é de geral conhecimento estar dependente de fatores como combustíveis e eletricidade não nos garante  uma manutenção dos custos de produção mas sabemos que haverá uma inflação anual entre os 6-20%. Com estas incertezas e com os apoios existentes para os sistemas sustentáveis há um maior interesse neste tipo de soluções, que utilizando materiais se possível de origem europeia (portuguesa), que garantem um rápido retorno e uma redução de custos de produção bem como uma estabilidade  nos mesmos», acrescenta.

No caso da FF Solar, «bem como outras empresas especializadas no setor, têm soluções tanto para o nível privado e comercial para a Agricultura e Agropecuária».

Sebastian  Sennewald realça que a FF é uma empresa especializada e dedicada ao setor das renováveis desde 1989, sendo que este é o seu único ramo de negócios. «Somos especialistas em sistemas tanto autónomos como de Ligação a rede  com milhares de sistemas vendidos e instalados durante os últimos anos», informa.

«Sabemos que para uma boa solução terá que haver conhecimento por parte da empresa que irá propor a solução, esta mesma terá que corresponder as necessidades do cliente e cumprir com o prometido, importante será sempre uma análise pormenorizada da situação atual sendo que será quase sempre necessária uma visita ao local para levantamento dos dados. Sabemos que muitas empresas preferem vendas ao telefone mas na nossa experiência o cliente acaba sempre por ficar mal servido», considera.

renovaveis

O responsável explica que «para um local com ligação a rede (não interessa o fornecedor de energia) que tenha um consumo alto durante o período diurno será sempre aconselhável um sistema de ligação a rede em regime de autoconsumo, neste tipo de solução o cliente durante o dia cobre parte do consumo (em hora de alta) com um sistema solar, para poder implementar o mesmo será necessário efetuar sempre uma medição de consumo. Esta mesma em alguns casos poderá ser pedida ao fornecedor de energia, isto para que o sistema proposto seja a medida das necessidades e para que seja possível efetuar um cálculo de retorno correto, em muitos casos sistemas deste tipo têm retornos na ordem dos 6-8 anos», informa.

E lembra que «em muitos lugares onde não há rede elétrica será sempre viável instalar sistemas autónomos com o sem apoio por grupo gerador, para poder dimensionar estes será sempre necessário uma lista de consumos em KWh/dia e potência de ligação». Neste tipo de sistemas «os bancos de baterias poderão já ser de Lítio aumentando assim a eficiência destes sistemas e aumentando em muitos casos a durabilidade para 20 anos nos acumuladores, sendo que os módulos têm uma garantia de produção a 80% da sua potência nominal a 25 anos».

Uma das soluções mais implementadas nestes setores nos últimos anos «têm sido as bombas solares, estas ao contrário de alguns anos atrás já não estão limitadas em caudal ou altura manométricas (a Lorentz (www.lorentz.de) tem soluções até 450 m de elevação e até 500m3/h), há bombas submersíveis bem como bombas de superfície, soluções desde a pequena produção hortícola ou gado até as soluções industriais», adianta Sebastian  Sennewald, lembrando que importante também nestes sistemas é o correto dimensionamento, instalação por profissionais e uso de material de qualidade. «Desta forma haverá garantia de bom funcionamento e de retorno», vinca.

O responsável explica que a FF normalmente age como distribuidor sendo que dá suporte total aos revendedores/instaladores. «Muitos sistemas soluções instaladas poderão ser encontradas na nossa página (www.ffsolar.com em referências) ou na página da Lorentz em www.lorentz.de em references)», diz.

O diretor da FF Solar Energias Renováveis refere que «lamentavelmente o setor das renováveis tem sido bastante afetado pela crise desde 2011» sendo que «desta forma há pouco a ser produzido 100% a nível nacional, existe uma pequena produção de módulos perto de Évora, algumas empresas a criarem soluções de variadores de frequência ligadas a bombas convencionais. Mas, na generalidade, os produtos implementados a nível nacional são de origem asiática,  no entanto temos ainda de origem europeia bons produtos de qualidade, como é o caso das Solarworld, Lorentz, Hoppecke, SMA, Studer, entre outros».

Sebastian  Sennewald considera que «o que falta fazer é, sem duvida, insistir também no investimento privado sem estar sempre a espera de receber dinheiro de “graça”, sabemos que as soluções funcionam, as mesmas garantem um retorno rápido e fiável. Mostrar o profissionalismo das empresas do setor e assim transmitir a segurança no investimento nas soluções renováveis».

«No setor privado temos o problema dos impostos, por parte do Governo português, tem havido uma penalização, já não é possível deduzir parte dos custos, o IVA é de 23%, isto em conjunto com  atual situação financeira levou a decréscimo na procura e na implementação deste tipo de soluções. Aqui é parar de poupar e espremer  até morrer, o IVA devia ser reposto para os 13% com benefício fiscal, desta forma voltava o investimento e o crescimento no setor», garante.

Fonte:  Agronegócios

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A produção da silvicultura nacional voltou a entrar numa trajetória de crescimento desde a crise financeira internacional.

De cerca de 600 milhões de euros em 2008, o setor aumentou o seu valor acrescentado bruto para quase 810 milhões. Não muito longe do máximo histórico de 837 milhões de euros observado em 1986.

Entre esses dois momentos, o VAB deste ramo de atividade passou por altos e baixos, chegando a contribuir com apenas 493 milhões para a economia portuguesa, revela o Negócios.

Apesar do progresso conseguido nos últimos oito anos, a silvicultura ainda dá um contributo muito limitado para a economia portuguesa. Em 2014, o seu VAB representava menos de 0,6% do VAB total nacional.

Uma parte importante da produção nacional de silvicultura está concentrada na cortiça. Segundo os dados do INE, em meados dos anos 80, o setor representava cerca de um terço da produção, tendo engordado até um máximo histórico de 52% em 1996.

A principal exportação nacional de produtos vindos da floresta é, de longe, o papel e o cartão. Em 2015, foram quase 1,8 mil milhões de euros.

Estes dados refletem também as árvores que ocupam mais hectares na floresta nacional. Previsivelmente, três espécies dominam o nosso território: o pinheiro, o eucalipto e o sobreiro. Cada uma destas cobre mais de 700 mil hectares.

Fonte: Negócios

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Fernando Manuel D’Almeida Bernardo foi esta quinta-feira nomeado como novo diretor-geral de alimentação e veterinária, conforme o Despacho nº8716-B, publicado a 6 de julho, em Diário da República.

Fernando Bernardo é licenciado em Medicina Veterinária pela Escola Superior de Medicina Veterinária da Universidade Técnica de Lisboa, tendo trabalhado como técnico superior em 1978 na Direção-Geral de Serviços Pecuários do Ministério da Agricultura.

Em 1989 concluiu um ciclo de estudos e obteve o Diploma de estudos Superiores Especializados em Microbiologia dos Alimentos e Higiene das Coletividades do Instituto Pasteur, em França.

Mais recentemente, em 2003 e 2010 exerceu funções de subdiretor-geral da Direção-Geral de Veterinária (DGV) do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, tendo participado em grupos de gestão de risco sanitário em cenário de crise, entre os quais, Encefalopatia Espongiforme Bovina; Nitrofuranos, Gripe Aviária, Doença vesiculosa dos suínos, Língua Azul, Micobacteriose suína e Febre do Nilo ocidental.

A nível internacional integrou diversos grupos, nomeadamente a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE); a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA); os Chefes de Agências de Medicamentos europeias (HMA); a Direcção-Geral de Saúde e Consumidores da Comissão Europeia e a Comissão do Codex Alimentarius da Organização das Nações unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

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Um estudo, publicado recentemente pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), mostra a caracterização dos perfis sensoriais típicos dos vinhos jovens, brancos e tintos certificados como vinhos ‘Regionais’ ou de ‘Indicação Geográfica Protegida’ em Portugal Continental.

Segundo o estudo é no Minho que se encontra o perfil sensoril típico mais distinto, comparando com os outros perfis de outras regiões.

Esta investigação foi publicada nas revistas Journal of Sensory Studies (EUA) e Ciência e Técnica Vitivinícola (PT) e é um trabalho do Instituto Superior de Agronomia no âmbito da tese de Doutoramento de Aníbal José Coutinho.No documento pode ler-se que «esta diferenciação deve-se a avaliações extremas nos vinhos brancos, de cor muito clara, com presença gasosa, corpo leve e bastante ácido (refrescante).

Também o vinho tinto minhoto se revelou único pela cor violácea muito carregada, pela presença gasosa, acidez elevada e forte sensação de adstringência secante na boca».

Foram analisadas as 12 regiões vinhateiras de Portugal Continental.

Fonte: TecnoAlimentar

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