Notícias do Setor

queijo-serra-estrela

A reposição dos anteriores níveis de produção do queijo certificado Serra da Estrela demorará vários anos, mas a qualidade não foi afetada pelos incêndios, assegura a Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela.

“A qualidade é igual à dos anos anteriores”, disse recentemente à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela (ANCOSE), Manuel Marques, no dia em que começa, em Celorico da Beira, distrito da Guarda, o ciclo anual de feiras do queijo de ovelha produzido na região.

Um centro de recria montado pela associação, em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, já reúne cerca de 200 borregas da raça bordaleira e deverá contribuir para salvar o queijo com denominação de origem protegida (DOP) Serra da Estrela, após milhares de ovinos terem morrido nos fogos de outubro de 2017.

Manuel Marques prevê, no entanto, que a acentuada queda da produção de queijo DOP “vá prolongar-se por anos”, devido à falta de matéria-prima.

Após os fogos de 15 e 16 de outubro de 2017 na região Centro, “a situação era preocupante” quanto ao futuro dos rebanhos de raças genuínas da Serra da Estrela, bem como dos três produtos DOP da ovinocultura regional: queijo, requeijão e borrego.

Terão perecido mais de oito mil pequenos ruminantes, entre ovinos de raças autóctones e alguns caprinos, segundo estimativas da ANCOSE.

Mais de três meses depois da tragédia, “já temos alguns espaços a verdejar”, com recomposição dos pastos atingidos pela seca prolongada e pelos incêndios. “Mas não tanto quanto desejaríamos”, lamentou Manuel Marques.

Na sequência dos fogos, a ANCOSE, com sede em Oliveira do Hospital, redobrou o trabalho de apoio aos sócios, repartidos pelos 18 municípios da região demarcada do queijo DOP Serra da Estrela: Carregal do Sal, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Mangualde, Manteigas, Nelas, Oliveira do Hospital, Penalva do Castelo, Seia, Aguiar da Beira, Arganil, Covilhã, Guarda, Tábua, Tondela, Trancoso e Viseu, nos distritos de Viseu, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.

“Continuamos a distribuir palha e rações pelos associados”, disse, revelando que a entrega de borregas aos criadores que perderam animais começará em março ou abril.

Para poderem receber estas doações, os beneficiários terão de “demonstrar que perderam ovelhas da raça bordaleira” nos incêndios.

Na totalidade, a ANCOSE espera reunir, aos poucos, 400 ovelhas para repovoamento.

A segunda prioridade é fornecer também animais jovens aos produtores que pretendam reforçar o número de efetivos, mesmo que não tenham registado perdas devido ao fogo.

“Mas estes terão de pagar”, esclareceu o presidente da associação.

Nos últimos seis anos, a redução do total de ovelhas da Serra da Estrela não parou de baixar, o que, no início de 2017, levou Manuel Marques a defender, em declarações à Lusa, a criação de incentivos do Estado à preservação do queijo DOP.

FONTE: Agencia Lusa/Jornal de Noticias

Continue Reading →
pulverizador

O Sistema de Gestão da Inspecção de Equipamentos de Aplicação de Produtos Fitofarmacêuticos (SIGECIPP), entrou ontem, 3 de Janeiro, em produção.

Desenvolvido pela DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, este sistema destina-se a gerir toda a informação referente às inspecções obrigatórias de pulverizadores. Este sistema, que pode ser acedido aqui, será utilizado por todos os Centros de inspecção de pulverizadores.

Inspecção obrigatória

Relembre-se que ao abrigo do Decreto-Lei n.º 86/2010, que entrou em vigor a 15 de Julho de 2010, é obrigatória a inspecção de equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos.

O referido Decreto-Lei estabelece prazos e periodicidade para os equipamentos:

  • Desde 26 de Novembro de 2016 só podem ser utilizados equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos que tenham sido aprovados em inspecção;
  • Até 31 de Dezembro de 2019 os equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos devem ser inspeccionados e aprovados de 5 em 5 anos;
  • A partir de 1 de Janeiro de 2020 os equipamentos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos devem ser inspeccionados e aprovados de 3 em 3 anos;
  • Os equipamentos novos de aplicação de produtos fitofarmacêuticos, adquiridos a partir de 16 de Outubro de 2010, devem ser sujeitos à primeira inspecção e aprovação, no prazo de 5 ou 3 anos, após a data de aquisição.

Pode ver a Lista dos Centros de Inspecção Periódica de Pulverizadores (Centros IPP) reconhecidos aqui

Continue Reading →
capoulas santos

Capoulas Santos garante 4 euros extra por tonelada para a madeira vendida a, pelo menos, 25 euros e ainda um apoio de 3 ou 3,5 euros para quem guarde a madeira por um período mínimo de nove meses.

 O ministro da Agricultura apresentou medidas para apoiar produtores florestais prejudicados pelos incêndios, que visam evitar que a madeira seja vendida a um preço muito baixo. Capoulas Santos lembra que o excesso de oferta que se verificou a seguir aos fogos fez cair o preço pago aos produtores.

 “Iremos atribuir aos produtores florestais uma ajuda de 4 euros por tonelada, desde que a madeira seja adquirida a um preço mínimo de 25 euros. Quer dizer que aos produtores não será pago um valor inferior a 29 euros. Será ainda atribuído um apoio de 3 ou 3,5 euros por tonelada para aquela madeira que for depositada nestes parques e que neles fique estacionada pelo menos nove meses, para evitar que com o excesso de oferta imediata que se verifica houvesse um enorme aviltamento dos preços.”

 Com estes apoios, diz o ministro da Agricultura, o governo espera proteger os produtores e garantir que nos próximos anos o país não terá de importar madeira.

“Visa dar resposta ao problema enorme das árvores que arderam e cujo valor económico se vai depreciar rapidamente se as árvores não forem cortadas e tratadas, sobretudo a madeira nobre, que tem importância para a indústria do mobiliário, em que o país é deficitário. Seria uma pena perder-se este ativo. É a melhor forma de garantir o melhor preço possível aos produtores, garantir que nos próximos anos a indústria vai ter as suas necessidades satisfeitas e que não vai ser preciso importar.”

Sobre a polémica no suposto atraso na entrega dos vales de indemnização, Capoulas Santos diz que não faz qualquer sentido valorizar uma demora de um ou dois dias nos pagamentos das indemnizações a alguns agricultores afetados pelos incêndios.

Continue Reading →
floresta-plantada

O Governo está a estabelecer contratos programa para a fixação de empresas da fileira florestal que promovam a relação com as áreas de baixa densidade a médio e longo prazo, disse o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Miguel João de Freitas.

Miguel João de Freitas sublinhou a importância de encontrar “novos gestores de território”, sejam organizações ou empresas, “que se instalem nas áreas de baixa densidade”.

“Estamos a falar de organizações de produtores florestais, de baldios, de entidades que já gerem território e que querem lá ficar. Estamos também a pensar nos resineiros, que desenvolvem a sua actividade de forma parcelar, mas que queremos que o façam durante o ano inteiro. Estamos a ver se encontramos um programa para fixar esses empreendedores no espaço florestal”, explicou o governante.

Estudo sobre o mundo rural

Em Lisboa, hoje, 13 de Dezembro, na apresentação de um estudo do economista Augusto Mateus sobre o mundo rural e o desenvolvimento económico e social em Portugal, o secretário de Estado afirmou que “o Governo quer conciliar as políticas de manutenção e as políticas de desenvolvimento económico” na defesa do mundo rural”.

Miguel João de Freitas referiu que “a grande questão é saber qual é o equilíbrio entre esta dualidade de políticas”.

“A ideia é que temos de apostar mais em políticas de manutenção, porque estamos a sentir que as políticas de ajustamento que fazemos estão a criar bolsas de desenvolvimento, mas estão a deixar muitos espaços rurais abandonados”, acrescentou. O objectivo é “criar uma maior conjugação entre políticas de desenvolvimento económico, que geram bens transaccionáveis, e políticas de manutenção, que geram bens públicos”.

Continue Reading →
eucalipto

Até entrar em vigor a nova lei sobre a plantação de árvores de espécies florestais, só se podem plantar eucaliptos em lugares onde já existissem:

  • apenas eucaliptos
  • principalmente eucaliptos (ou seja, onde estes fossem a espécie dominante).

Que vantagens traz?

Com este Decreto-Lei pretende-se promover a plantação das espécies de árvores mais adequadas às zonas que foram afetadas pelos incêndios florestais, evitando que se plantem eucaliptos para substituir as árvores que arderam.

Quando entra em vigor?

Este Decreto-Lei entra em vigor no dia 6 de dezembro, o dia a seguir à sua publicação e produz efeitos até entrar em vigor a nova sobre a plantação de árvores de espécies florestais.

Decreto-Lei n.º 148/2017 – Diário da República n.º 233/2017, Série I de 2017-12-05

Continue Reading →
vinho

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em colaboração com o Instituto Superior de Agronomia – Universidade de Lisboa e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, vai levar a cabo a 3ª Edição do Curso de Especialização em Engenharia de Viticultura e Enologia.

A presente edição decorrerá na FCUP – Porto, às sextas-feiras de tarde e sábados todo o dia, preferencialmente em semanas alternadas, no período de janeiro de 2018 a julho de 2019.

As candidaturas são realizadas online no Sigarra/FCUP.

Deve ser escolhida a opção “candidatura de ingresso” – barra lateral direita e clicar em Regime de Ingresso em Especialização – 1ª Fase.

Continue Reading →
vinho

As exportações de vinho cresceram 5,7% em volume e 8,5% em valor comparativamente a 2016.

 As exportações de vinho português cresceram 5,7% em volume e 8,5% em valor, entre janeiro e setembro de 2017, comparativamente com o mesmo período de 2016, segundo dados do Instituto do Vinho e da Vinha divulgados esta quarta-feira. Os dados apresentados no Fórum Anual Vinhos de Portugal organizado pela ViniPortugal, na Curia, em Anadia, indicam que Portugal vendeu durante este período 2.136.582 hectolitros de vinhos, no valor de 536,8 milhões de euros. O maior crescimento verifica-se nos vinhos com Indicação Geográfica Protegida (IGP) e Denominação de Origem Protegida (DOP) que representam cerca de 40% do vinho nacional exportado. “São dados animadores e que nos permitem continuar a sonhar com a meta dos 800 milhões de euros de exportação este ano”, disse à Lusa Jorge Monteiro, presidente da ViniPortugal, a entidade gestora da marca “Wines of Portugal”. A França, os Estados Unidos e o Reino Unido continuam a ser os três principais destinos dos vinhos portugueses, mas a grande surpresa é o mercado angolano, que mais do que duplicou o número de hectolitros vendidos face a igual período do ano passado. “O Brasil e Angola estão a recuperar das suas situações económicas e estão outra vez a crescer muito nas nossas exportações”, observou Jorge Monteiro. O presidente da ViniPortugal diz que o setor vive um momento de “algum otimismo e de confiança”, adiantando que os vinhos nacionais começam a ser cada vez mais reconhecidos no estrangeiro. “Estamos a exportar mais, mas estamos a exportar melhor e eu acho que esse é o grande sinal que nos entusiasma a todos”, vincou o responsável pela associação interprofissional do setor vitivinícola. Quanto ao mercado nacional, Jorge Monteiro diz que a tendência é para haver uma redução do consumo, que será compensada com um “crescimento do valor”. “Os portugueses à medida que vão bebendo menos, podem ir bebendo vinhos de melhor qualidade e de preços mais elevados e o turista também está disponível para pagar mais”, concluiu.

Continue Reading →
azeite

A campanha ainda vai a meio mas todas as estimativas apontam no sentido de um crescimento da ordem dos 45% na produção de azeite, face aos valores registados no ano passado. Isto num contexto particularmente adverso marcado por incêndios devastadores (que queimaram 8,8 mil hectares de olival) e num ano de seca extrema, com uma grande parte do território nacional a ficar sem água para a agricultura.

Olivicultores de norte a sul são unânimes em falar de acréscimos nas suas produções, com especial incidência no Baixo Alentejo, já responsável por 70% a 80% da produção nacional.

A Casa do Azeite, que representa a quase totalidade dos produtores, aponta para 100 mil toneladas de azeite, contra as 69 mil registadas na campanha de 2016/17. “Apesar de as zonas de produção tradicional de sequeiro estarem a ser negativamente afetadas na quantidade produzida, os rendimentos em azeite têm sido maiores do que o normal”, nota Mariana Matos, secretária-geral daquela organização.

O cenário é considerado “excelente”, por vários agentes do sector, mas podia ter sido muito melhor se a seca não se tivesse prolongado e se algumas produções não tivessem sido devoradas pelas chamas. No seu relatório mensal de setembro, o Internacional Olive Council estimava um crescimento de 58% para Portugal, com a produção a rondar as 110 mil toneladas de azeite.

As exportações deverão crescer entre 5% a 10% este ano, segundo a Casa do Azeite, podendo rondar os máximos vendidos ao exterior — e que se situaram acima das 140 mil toneladas (em 2014). Recorde-se que, embora Portugal seja já autossuficiente no que respeita ao consumo interno, não é ainda em termos de necessidades totais, se considerarmos as quantidades exigidas pelas exportações. Ou seja, Portugal vai produzir perto de 100 mil toneladas; consome 70 mil, mas exporta 123 mil toneladas. Logo, tem de comprar lá fora perto de 100 mil toneladas de azeite.

BRASIL E ANGOLA VOLTAM 
AO RADAR DOS EXPORTADORES

A Casa do Azeite estima que as vendas a terceiros deverão ser impulsionadas sobretudo pelo Brasil e por Angola, países que, após um período de quebras induzidas pelas crises nas respetivas economias, “estão agora em recuperação”. Os outros destinos tradicionais — Espanha e Itália — deverão manter-se.

Francisco Pavão, da Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro, também confirma a tendência exportadora da região e sublinha o facto de o azeite ali produzido já estar a chegar aos quatro continentes. Confirma que a falta de água afetou o trabalho dos cerca de 37 mil produtores que representa, mas garante que, apesar da quebra ali registada, o azeite vai ser de excelente qualidade, com muito baixa acidez.

Aquele dirigente receia que o pior poderá estar para vir, já no próximo ano. “Como não choveu, as oliveiras não cresceram e isso poderá ter graves implicações na próxima colheita” que, por acréscimo, vai coincidir com um ano de contrassafra (naturalmente menos produtivo).

ÁGUA DE ALQUEVA 
FAZ TODA A DIFERENÇA

Mais a sul, no Baixo Alentejo, Henrique Herculano, do Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo, com sede em Moura, confirma um crescimento na produção da ordem dos 40%. O regadio de Alqueva faz toda a diferença pois leva água onde dantes só existiam culturas de sequeiro.

Por causa do excesso de calor, “os frutos não têm muito calibre, mas apresentam um bom rendimento”, acrescenta aquele responsável. Além disso, e segundo Teresa Teixeira, da Olivum — Associação de Olivicultores do Sul, há muitos olivais novos que estão a produzir pela primeira vez. E, na verdade, ainda há muito espaço para novas plantações, o que permite antever aumentos na produção nos anos que se seguem.

OUTRAS CULTURAS

MILHO

Favorecido 
pela seca. De uma forma geral, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), os dias quentes e secos favoreceram esta cultura e “foi possível garantir as necessidades hídricas das plantas, prevendo-se um aumento de produção de 5% face a 2016”.

TOMATE

Atinge 
1,7 milhões de toneladas. A colheita do tomate 
para a indústria terminou 
na primeira semana 
de outubro, estimando-se 
que a produção alcance 
os 1,68 milhões de toneladas, 
o que corresponde 
a um acréscimo de 5% 
face ao ano passado.

PERA

Cresce 20%.As previsões oficiais apontam para um aumento de 20% na produção de pera-rocha. Devido ao excesso de calor, a colheita teve de ser abreviada para garantir as condições de conservação dos frutos. Contratos internacionais favorecem o crescimento do sector.

MAÇÃ

Não sofre 
com falta de chuva. Como 4/5 da área de pomares é regada, a falta de chuva não causou grandes estragos. O INE prevê um aumento de 25% na produção deste ano, subindo para as 300 mil toneladas. Só no interior norte é que a queda de granizo localizada causou prejuízos.

KIWI

Maior 
produção de sempre. O excesso de calor acabou 
por afetar a fruta, originando calibres inferiores 
ao habitual. Ainda assim, 
o INE estima que esta seja 
a campanha mais produtiva das últimas três décadas, ultrapassando as 30 mil toneladas.

AMÊNDOA

Com recorde 
do século. As previsões do INE apontam para uma produção superior a 20 mil toneladas (+255% face a 2016), uma “situação inédita neste século”. O clima adverso não prejudicou os amendoais, que na sua maioria completaram o ciclo (de amadurecimento).

GIRASSOL

Em níveis de 2014. 18 mil toneladas produzidas, muito longe das 26 mil do ano passado e ao nível das 16 mil de há três anos.

VINHO

À beira de uma boa colheita. Prevê-se um aumento de 10% na produção vinícola. A falta de humidade nos solos e o excesso de calor pode ter condicionado algumas vinhas, mas globalmente esperam-se vinhos de qualidade superior.

ARROZ

Produção em queda. Diminuiu a superfície cultivada e a produção foi a mais baixa dos últimos cinco anos.

Continue Reading →
luta-contra-queimadas-florestais

É quase um ultimato e foi deixado no Parlamento ao final da manhã pelo novo secretário de Estado da Protecção Civil: os proprietários privados têm que limpar os seus terrenos até 15 de Março e, se não o fizerem, terão que ser os municípios a arcar com essa tarefa até ao final de Maio.

Artur Neves, que intervinha durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2018, garantiu que o Governo tem no documento “as ferramentas financeiras necessárias” para ressarcir pessoas, empresas e municípios pelos incêndios do Verão e para assegurar uma nova estratégia para a floresta assim como para a prevenção e combate aos fogos.

O secretário de Estado contou que está a desenvolver projectos com o Ministério da Agricultura para, “a curtíssimo prazo, actuar na floresta que não está ordenada nem protegida”.

“Ter aldeias seguras e pessoas seguras é um projecto imediato para que até 15 de Março, os proprietários privados tenham todas as áreas envolventes a aldeias, casas isoladas, parques empresariais e estradas, limpas de vegetação facilmente consumível pelo fogo, como giestas, acácias, eucaliptos e pinheiros”, descreveu o governante. Adiantou que irá ser publicada em breve uma listagem para que todos saibam o que têm que limpar, devendo permanecer apenas espécies autóctones como carvalhos, sobreiros ou castanheiros, especificou Artur Neves.

A medida vai obrigar a um grande esforço publicitário e a uma presença permanente no terreno dos elementos do GIPS, SEPNA e até das autarquias, acrescentou o secretário de . “Caso alguns proprietários, por desconhecimento ou algum laxismo, não façam esta limpeza, naturalmente entrarão em campo os municípios para desenvolver esse trabalho de modo a que no fim de Maio tenhamos as aldeias, estradas, linhas eléctricas ou corredores de gasodutos seguros .”

Continue Reading →
douro vinhateiro

A colheita na vindima deste ano da Região Demarcada do Douro foi de 225.557 pipas de vinho, o que representa um acréscimo de 6,9% relativamente a 2016 mas é inferior ao previsto no início do último verão.

Os resultados da vindima de 2017 foram divulgados hoje pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), sediado no Peso do Régua.

De acordo com o instituto público, os produtores da mais antiga região demarcada do mundo declararam este ano uma produção de 255.557 pipas de vinho (550 litros cada pipa).

Comparativamente com o ano passado, o Douro produziu mais 6,9% pipas de vinho.

No entanto, 2016 foi considerado um ano atípico, com uma quebra de produção acentuada devido aos ataques de míldio e ao granizo.

A média da colheita nos últimos dez anos é 229.930 pipas.

A produção aumentou este ano no Douro, mas não aumentou tanto como inicialmente se previa devido ao tempo quente e seco.

A Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID) revelou, em julho, que as estimativas de produção, baseadas no método de pólen, apontavam para uma produção entre as 266.000 e as 288.000 pipas de vinho. Comparativamente com o ano passado este aumento estimado rondava entre os 26 e os 36%.

Num balanço sobre o ano vitícola 2016/2017, a ADVID referiu que este se caracterizou “por ser um ano extremamente seco e quente”.

De acordo com a associação, a evolução das condições climáticas “contribuiu para um adianto significativo do ciclo vegetativo, fazendo com que esta tenha sido uma das vindimas mais precoces de que há memória, com início em meados de agosto, cerca de três semanas mais cedo que o verificado geralmente na Região Demarcada do Douro”.

A ausência prolongada de precipitação e a ocorrência de temperaturas muito elevadas conduziram a “um forte stresse hídrico, térmico e luminoso, numa fase precoce do ciclo, condicionando a evolução da parede de vegetação da videira e tendo tido um impacto na produção, nomeadamente pela desidratação ocorrida nos cachos”.

Assim, segundo a ADVID, as “expectativas iniciais de grandes aumentos de produção face a 2016 não se concretizaram, pelas condições climáticas que influenciaram de sobremaneira a colheita”.

No entanto, acrescentou, do ponto de vista fitossanitário, os cachos apresentavam-se, de uma forma geral, “excecionalmente sãos”.

A restrição hídrica e as temperaturas elevadas que se fizeram sentir durante o período de maturação conduziram a um aumento da concentração de açúcar num curto espaço de tempo, o que levou a que houvesse a necessidade de se vindimar com maior celeridade.

Segundo a ADVID, a “colheita oportuna proporcionou mostos de grande qualidade, com bons níveis de açúcar e compostos fenólicos”.

O benefício, a quantidade de mosto que cada produtor pode transformar em vinho do Porto, tem vindo a crescer de forma constante desde 2011.

O conselho interprofissional do IVDP fixou este ano o benefício em 118.000 pipas de mosto que, depois da adição de aguardente vínica, se traduzirá numa produção total de vinho do Porto de cerca de 147.000 pipas.

Continue Reading →
dupa