Notícias do Setor

O ministro da Agricultura diz que está ao lado dos suinicultores, que têm passado por «momentos muito difíceis», mas salientou que têm de cumprir a legislação ambiental.

À chegada ao Mercado de Sant’Ana, em Leiria, esta quarta-feira, onde se realizou a Gala Porco d’Ouro, Capoulas Santos foi abordado pelo deputado do Bloco de Esquerda, Heitor de Sousa, que se encontrava com cerca de 20 pessoas a protestar contra os impactos ambientais das suiniculturas.

«A minha presença aqui foi a convite dos suinicultores, que têm atravessado momentos muito difíceis, com quebra de rendimento continuado durante vários meses. Felizmente parece estar a ser ultrapassada. Houve uma recuperação, depois de um conjunto de medidas e com uma nova situação de mercado. Há dois meses que os preços vêm a crescer sustentadamente – cresceram cerca de 60%», salientou o ministro.

Capoulas Santos considera que esta recuperação dá «algum alívio», apesar da «acumulação de prejuízos da qual os produtores ainda não se libertaram».

«A minha presença aqui visa também dar-lhes uma palavra de estímulo, mas como quaisquer outros produtores têm de respeitar as regras ambientais que estão plasmadas na legislação nacional e comunitária. Se queremos empresas que dêem rendimento e que sejam sustentáveis, queremos por outro lado que elas não se façam à custa ambiental desnecessária e incomportável», frisou o governante.

Heitor de Sousa entregou um manifesto ao ministro, onde evidencia o «descontentamento pelo desrespeito e dano ambiental causado pela atividade suinícola, que diariamente contamina as águas do rio Lis».

«Trata-se de um problema de saúde pública. As análises que foram feitas ao rio Lis sobre a qualidade da água revelam um agravamento da qualidade das águas motivadas por resíduos», denunciou.

Capoulas Santos adiantou que o Governo defende uma «agricultura sustentável, amiga do ambiente».

«Sei que no passado o Estado já investiu valores avultados, que se revelaram um fracasso. Neste momento é uma matéria que está fora do Ministério da Agricultura. É gestão própria do Ministério do Ambiente, que naturalmente estará preocupado. É necessário encontrar rapidamente soluções que permitam minimizar e resolver este problema, que infelizmente é recorrente e incompatível com uma agricultura moderna e sustentável», sublinhou Capoulas Santos.

O ministro acrescentou que «hoje há soluções tecnológicas e existe uma legislação ambiental que é rigorosa e que tem de ser respeitada por todos».

As descargas para o rio Lis são uma situação que se arrasta há várias governações e a ETES prevista ainda não foi construída. «Infelizmente constatamos que assim é. Há que acabar com esse ciclo de uma vez por todas. Estamos a iniciar uma fase de execução de um programa do novo quadro comunitário de apoio, onde a questão ambiental tem uma grande relevância e onde espero que se encontrem soluções para este problema, que sei que martiriza estas populações há muito tempo», referiu ainda.

Fonte: Lusa

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Em 2015 as exportações de frutas do distrito de Leiria somaram 51,9 milhões de euros, uma quebra de 2,8% face aos 53,4 milhões do ano anterior.

Os dados obtidos junto do Instituto Nacional de Estatística (INE) permitem perceber que o maior mercado de destino das vendas do distrito no capítulo frutas, cascas de citrinos e de melões é o Brasil. E o que exporta Leiria para o país de Vera Cruz? Sobretudo produtos do subgrupo maçãs, pêras e marmelos frescos. No ano passado foram 22,3 milhões de euros, uma quebra de 9% em relação a 2014, quando as exportações destes frutos somaram 24,6 milhões de euros. O segundo mercado de destino das maçãs, pêras e marmelos frescos é França, para onde foram vendidos 6,5 milhões de euros, menos 15% do que no ano anterior. Pelo contrário, para o Reino Unido as vendas subiram 27%, totalizando 5,6 milhões de euros; para Espanha cresceram 17% (dois milhões de euros de vendas) e para a Alemanha aumentaram 5% (totalizando 1,5 milhões).

No total, as exportações deste subgrupo ascenderam a 44,4 milhões de euros.

Fonte: Jornal de Leiria 

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Portugal foi o terceiro maior produtor de tomate na União Europeia (UE), com 8,0%, em 2015, depois de Itália, com 36,3% e Espanha, com 27,4%, sendo que os três países fornecem quase três quartos do legume, divulga o Eurostat.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, Portugal cultiva 2,5% dos legumes e 3,6% das frutas produzidas na UE, que divulga dados do ano passado, sendo o terceiro maior produtor de tomate, 8% do total da UE. No que respeita aos legumes, o tomate é a principal produção na média da UE, 35 quilos por habitante, enquanto a maçã, 25 quilos por habitante, é o fruto com maior produção.

A Polónia é o principal produtor de maçãs, com 25% do total, seguindo-se Itália, 19,2% e a França, 15,5%. A produção de maçãs em Portugal representa 2,6% do total da UE.

Fonte: Lusa

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Investigadores do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente do Instituto Politécnico de Leiria (Mare-IPLeiria) descobriram uma alga que substitui aditivos químicos dos alimentos. A ideia é usar em fruta e saladas prontas a consumir.

Os pais que querem mandar uma maçã para os lanches dos filhos já se deparam com este problema: Com casca e inteira não comem, descascada e fatiada estraga-se. Foi mais ou menos daqui que partiu o desafio lançado a investigadores do Mare- IPLeiria: desenvolver um revestimento que ajudasse a conservar maçã fatiada.

A ideia era encontrar um substituto natural dos tradicionais aditivos químicos, que garantisse conservação do produto por alguns dias. A procura de resposta, que juntou também a empresa Campotec IN, de Torres Vedras, tornou-se num bom projeto. A AlgaeCoat recebeu este ano a distinção da Agência Nacional de Inovação, com um apoio de €225 mil (75% do valor total do projecto, que ronda os €300 mil) e que pode estar a caminho de revolucionar o mercado dos frescos prontos a consumir.

O projeto inicial resultou na “obtenção e formulação de um revestimento, com base em compostos bioativos de uma alga verde comestível”, que garante um tempo de prateleira “significativamente superior ao tradicional”, explica Marco Lemos, coordenador do Mare-IPLeiria. Susana Silva, outras das investigadoras, clarifica: “As algas dão origem a uma solução, onde a fruta é imersa”. E se está a franzir o sobrolho, a responsável desmistifica: “Toda a fruta tem um revestimento, é uma espécie de embalagem invisível dos alimentos”, atesta.

Os resultados foram de tal forma animadores que existe já um pedido de patente em curso, que abrange não só o revestimento, mas também o processo de produção. “As pessoas cada vez mais se preocupam com a aplicação de aditivos sintéticos nos alimentos”, nota Marco Lemos.

O passo seguinte para o AlgaeCoat é a “ validação industrial e o aumento de escala da produção” e aplicação do conservante natural. “Essa gama de produtos acarreta um elevado desafio tecnológico para o produtor: conciliar o processamento mínimo com a garantia de um tempo de prateleira que permita a sua distribuição no mercado nacional e, eventualmente, a sua exportação”, revela o investigador.

É precisamente aqui que o AlgaeCoat – que utiliza uma alga presente na costa portuguesa – pode fazer a diferença, uma vez que permitirá a “substituição dos aditivos sintéticos, actualmente utilizados, por compostos de origem natural “. Mas não é só o consumidor que ganha. “Os produtos serão valorizados também pela extensão do atual tempo de prateleira em vários dias, o que possibilitará a sua exportação para novos mercados, trazendo competitividade acrescida às empresas”, conclui Marco Lemos.

Fonte: Expresso

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A Comissão dos Vinhos Verdes e a ViniPortugal decidiram avançar para o Brasil ao longo desta semana, organizando provas e outras ações em várias cidades locais, para deste modo consolidar a presença dos vinhos portugueses.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) aposta forte no Brasil, que considera ser «um mercado importante», e pela primeira vez, já esta quinta-feira, vai a Brasília fazer uma prova destinada a profissionais e a consumidores. Estarão representadas «150 referências da região» e a iniciativa terá lugar na embaixada de Portugal, na capital brasileira.

O Brasil é o quarto maior destino dos vinhos verdes em volume e o quinto em valor. «Em 2015, vendemos para lá 3,092 milhões de euros», o que representa um ligeiro decréscimo face aos 3,141 milhões vendidos no ano anterior, disse o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro.

O país que mais vinho verde comprou em 2015 foram os Estados Unidos, com 13 milhões de euros. Seguiram-se a Alemanha (9,7 milhões), a França (6,2), o Canadá (3,7) e o Brasil.

Manuel Pinheiro realçou que «a economia brasileira não está fácil» e por isso houve uma retração do consumo de vinho, razão pela qual a CVRVV decidiu reagir e procurar «outros mercados onde os vinhos verdes não estão implantados», para assim compensar a queda verificada em áreas urbanas como São Paulo e Rio de Janeiro.

«Brasília tem um potencial enorme. É um tiro num mercado novo», salientou, acrescentando que «o grande desafio é seduzir os brasileiros para beberem vinho verde e não apenas cerveja quando chega o tempo quente».

Com início hoje e até ao próximo dia 27, a ViniPortugal promove três provas em Salvador, Vitória e Fortaleça de 21 a 27 de Junho, explicando que o faz porque «o mercado brasileiro continua no foco da promoção dos vinhos portugueses».

«São ações que pretendem fortalecer a divulgação e a notoriedade dos vinhos nacionais no Brasil, lançado aos principais públicos o desafio de se atreverem a conhecer o que é único, descobrindo a diferença», refere uma nota enviada por aquela entidade.

A ViniPortugal refere que a «promoção dos vinhos portugueses no Brasil foi iniciada em abril e prolonga-se até setembro, englobando várias ações que visam a promoção dos vinhos portugueses» no mercado local.

Estão previstas «diversas iniciativas como provas, degustações e formações que terão lugar de Norte a Sul do país», em cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Salvador, Maceió, Recife, Fortaleza, São Paulo e Porto Alegre.

Fonte: Lusa

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A cereja deverá ter este ano a pior campanha das últimas três décadas, estimando-se uma quebra de 50% face a 2015, devido à primavera chuvosa, indicam as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgadas esta terça-feira.

Para a quebra de produtividade da cereja contribuíram decisivamente o inverno pouco frio, a que se seguiu a precipitação persistente registada na primavera, que teve o mês de maio mais chuvoso dos últimos 22 anos.

Globalmente estima-se que a produtividade da cereja ronde apenas as 1,4 toneladas por hectare, um dos valores mais baixos em 30 anos.

O pêssego é outro dos frutos afetados pelas más condições atmosféricas, prevendo-se uma redução de 20% na produtividade.

O tempo instável prejudicou também as sementeiras e plantações das culturas de primavera/verão, havendo ainda áreas consideráveis de milho para grão, arroz e tomate para a indústria por instalar à data de 31 de maio.

No caso do milho, é expectável que a área semeada seja inferior a 90 mil hectares, o registo mais baixo desde 1986, o que está sobretudo associado à descida do preço desta matéria-prima nos mercados internacionais, que se mantém há mais de dois anos a rondar os 150 euros/tonelada.

Quanto ao arroz, prevê-se uma ligeira redução da área semeada, de -5% face a 2015, devido às dificuldades na instalação desta cultura.

Quanto às plantações de tomate para a indústria, no final do mês de maio estava ainda por instalar cerca de um quarto da área total prevista, 19 mil hectares, valor semelhante ao registado em 2015.

Mais favorável é o cenário esperado para a campanha dos cereais de outono/inverno que devem registar aumentos generalizados na produtividade, de 5% no centeio, 15 no trigo mole, 20 no trigo duro e na cevada e 30% no triticale e na aveia.

Fonte: Lusa 

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Nem todos os grãos vêm da América Latina. Nem os cocos e mangas.

O mapa abaixo mostra a origem de mais de 150 culturas-chave para a alimentação em diversas regiões.

É o resultado de um estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Society que indica que muitas das frutas e legumes utilizados em pratos tradicionais, na verdade, vêm de outras partes do mundo.

A pesquisa foi conduzida por uma equipa internacional de cientistas e coordenado pelo Centro Internacional de Agricultura Tropical, com sede na Colômbia.

Os peritos avaliaram a dieta e a produção agrícola de 177 países que representam 98% da população mundial.

Fonte: BBC

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Investigadores da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) desenvolveram uma Roda dos Alimentos Mediterrânica para promover e valorizar os hábitos alimentares mediterrânicos junto dos portugueses.

Nesta adaptação, são valorizados aspetos como a cultura, a tradição e o equilíbrio, o ponto diferencial deste novo modelo em relação à Roda da Alimentação tradicional, lê-se na informação sobre o projeto na página oficial da UP.

Diferentemente do formato habitual (pirâmide), este modelo apresenta-se em forma de roda – «que reflete o prato e o convívio mediterrâneo à volta da mesa» – e evidencia os alimentos mediterrâneos mais relacionados com o padrão português, em diferentes grupos.

Pode-se identificar a azeitona e o azeite (fruto de origem e respetivo produto), no grupo dos óleos e gorduras, e a cebola, o alho, a couve-galega, os grelos, o tomate, os pimentos e as beldroegas, por exemplo, no grupo das hortícolas.

No que diz respeito ao grupo da fruta, destacam-se o melão, o figo, a laranja, a tangerina, a nêspera, e a romã, enquanto nos cereais, nos tubérculos e nos frutos amiláceos, podem ser encontrados a batata-doce, a castanha, a massa e o arroz integral.

A carne, o pescado e ovos, outro dos grupos, dá destaque ao peixe – em especial à sardinha, ao carapau, à cavala e ao atum -, nos laticínios são referidos o queijo e o iogurte, e no grupo das leguminosas é indicado que sejam todas ingeridas.

Este novo guia alimentar apresenta ainda duas mensagens relativas ao consumo de frutos gordos – havendo um apelo à sua ingestão – e de vinho – aconselha-se que seja moderado, às refeições, e proibido a crianças, adolescentes, grávidas e aleitantes.

As investigadoras da FCNAUP envolvidas no projeto, Sara Rodrigues e Bela Franchini, apelam ainda à preferência pela proveniência local dos alimentos e à incorporação de ervas aromáticas para evitar o abuso do sal.

Salientam a importância de uma gastronomia saudável, recorrendo a técnicas culinárias sadias tradicionais, como sopas, ensopados e caldeiradas, e à inserção da confeção dos alimentos no quotidiano através da partilha com família e amigos, bem como o combate ao sedentarismo.

Na criação deste novo modelo colaboraram a Direção-Geral do Consumidor e peritos de diferentes instituições e áreas, como por exemplo do design, que auxiliaram «no sentido de concretização de uma representação gráfica atrativa e clara da mensagem a transmitir».

A construção da Roda da Alimentação Mediterrânea foi iniciada em setembro de 2015.

Fonte: Lusa

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A capacidade de um único alimento, como o iogurte, influenciar a qualidade da dieta e a saúde metabólica depende da sua composição e do seu potencial em modificar o resto do consumo de alimentos.

O professor Angelo Tremblay, da Universidade Laval, no Canadá, apresentou dados recentes durante o “4th Yogurt Summit” no EB2016, que mostram que o consumo regular de iogurte pode ser um sinal de estilo de vida saudável no geral.

Resumindo uma revisão de importantes e recentes descobertas de estudos conduzidos na Europa, América do Norte e do Sul, os dados revelam claramente que a qualidade da dieta é melhorada em consumidores de iogurte, comparada com a dos não consumidores de iogurte.

Há inclusive estudos que mostraram que, em adultos e crianças, o consumo frequente de iogurte está associado com maiores ingestões de importantes nutrientes, como proteínas, vitaminas B2 e B12, cálcio, magnésio, potássio e zinco, o que não ocorre com os que consomem pouco iogurte ou com aqueles que não consomem.

Estas descobertas também foram observadas em crianças britânicas que regularmente consomem iogurte: os consumidores de iogurte mostraram que este produto tem uma contribuição útil para a ingestão de micronutrientes, particularmente vitamina B12, riboflavina, cálcio, iodo e fósforo.

De acordo com outro estudo nos Estados Unidos, a substituição de snacks atuais por uma porção de iogurte integral com baixo teor de açúcar junto com fruta e vegetais leva ao aumento do consumo de nutrientes valiosos sem aumentar o consumo de açúcar ou energia.

O consumo de iogurte está associado a uma melhor qualidade da dieta e com o perfil metabólico dos adultos e crianças americanas. Esses consumidores frequentes tinham uma qualidade da dieta significativamente melhor do que os que não consomem iogurte com frequência. Especificamente, eles consumiam mais frutas, grãos integrais e leite. Além disso, os consumidores de iogurte tendem a consumir menos fast food, batatas fritas e alimentos fritos, processados e carnes vermelhas, pizza, lanches, refrigerantes ou álcool, indicando um melhor cumprimento das recomendações nutricionais.

A propensão que os consumidores de iogurte têm de ter comportamentos melhores em termos de qualidade da dieta também foi observada em adultos franceses, que mostraram dietas mais favoráveis e ingestões nutritivas: mais fruta, peixes, legumes, nozes, água e fibras, menos refeições preparadas e menos álcool do que os que não consumiam iogurtes.

Os grandes consumidores de iogurte também mostraram melhor adequação às recomendações dietéticas para 11 micronutrientes (vitaminas B1, B2, B5, B6, B9, C, A e cálcio, iodo, selénio e cobre).

Estas descobertas também estão de acordo com os resultados do estudo canadiano, Infogene, que demonstrou que os consumidores de iogurte estão mais propensos a aderir ao padrão de dieta Prudente, caracterizado por maiores consumos de vegetais, frutas, nozes, gorduras não hidrogenadas, enquanto os não consumidores de iogurtes tendem a exibir padrões mais ocidentais de consumo, caracterizados por maiores ingestões de fritos, carnes processadas, grãos refinados, refrigerantes, entre outros.

Além disso, o consumo de iogurte esteve associado a menor peso corporal, razão entre cintura e quadril, circunferência da cintura e tenderam a estar associados a um menor IMC.

Estudos recentes também levantaram a possibilidade de que alguns alimentos, como o iogurte, podem ter um valor simbólico, de acordo com o qual os consumidores desses alimentos apresentam um estilo de vida mais saudável.

Os resultados do Estudo Família Quebec revelou que não somente as consumidoras do sexo feminino de iogurtes reportaram uma melhor qualidade da dieta do que as não consumidoras, mas também, eram mais fisicamente ativas.

Os consumidores de iogurtes também têm mais oportunidades de ter um bom conhecimento sobre a relação entre alimentos e saúde e estão acostumados a ler os rótulos dos alimentos. Todos esses comportamentos são mais compatíveis com a estabilidade do peso corporal ao longo do tempo.

De acordo com outros dados de fora dos Estados Unidos, o consumo de iogurtes está associado a um estilo de vida mais saudável na população brasileira e na população italiana.

Desta forma, Tremblay concluiu a sua apresentação dizendo que os dados mostram que o consumo de iogurte está associado a um padrão e um estilo de vida mais saudável.

Fonte: ANIL/Milkpoint

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A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) anunciou estar a desenvolver um biocombustível sólido resultante do aproveitamento de desperdícios de engaço e bagaço de uva, podas da vinha e de olival e de dejetos animais.

Segundo a universidade, instalada em Vila Real, o projeto tem já um pedido provisório de patente e prevê a produção de soluções de aquecimento como ‘pellets’, briquetes e estilha, compostos por desperdícios e subprodutos resultantes de exploração agropecuária.

«Quisemos desenvolver um biocombustível sólido, com elevado poder calorífico, com vista não apenas ao aproveitamento sustentável de desperdícios e subprodutos agropecuários, mas também [para] contribuir para a redução do consumo de energia primária através de fontes de energia renovável, em detrimento dos combustíveis fósseis», afirmou, em comunicado, o responsável pela investigação, Amadeu Borges.

De acordo com o investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), o projeto prevê a eliminação e aproveitamento de subprodutos de exploração agropecuária como engaço e bagaço de uva, podas da vinha e de olival, dejetos de animais, entre outros, com vista à redução do impacto ambiental.

E, segundo acrescentou, este combustível sólido (estilha, ‘pellets’ ou briquetes) tem como principais vantagens a «valorização económica e energética» e, também, «um enorme potencial técnico, económico e ambiental».

«A UTAD quer assim constituir uma alternativa às fontes de energia que continuam atualmente muito dependentes dos combustíveis fósseis, motivo pelo qual as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera continuam a aumentar», referiu o investigador.

O responsável lembrou que, nestes últimos anos, as fontes de energia renovável se tornaram mais competitivas relativamente aos combustíveis fósseis e à energia nuclear.

Um exemplo é a biomassa – resíduos naturais e resultantes da atividade humana na agricultura, floresta, indústria da madeira e subprodutos do cultivo da vinha –, apontada como fonte de energia renovável com grande potencial e considerada uma fonte interessante de energia.

«O espetro de aproveitamento energético de biomassa é muito vasto e varia desde os biocombustíveis sólidos, para a combustão direta ou gasificação e combustíveis líquidos como óleo vegetal, bioetanol, metanol, até aos biocombustíveis gasosos como biogás ou gás de síntese», explicou.

O investigador acrescentou que, no «caso da biomassa como combustível sólido, a combustão direta tem a maior importância prática para a geração de energia térmica e elétrica».

A UTAD celebrou recentemente um protocolo com a Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC), com vista ao estudo e desenvolvimento de biocombustíveis.

A colaboração da UTAD será feita através de Amadeu Borges e vai incidir no estudo das emissões de gases nocivos ao meio ambiente, resultantes da utilização de biocombustíveis, quando comparadas com as dos combustíveis de origem fóssil, com vista ao seu melhoramento.

O investigador do CITAB vai ainda estudar a performance de motores, quando alimentados a biocombustível, e a produção de biocombustíveis gasosos.

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